segunda-feira, 27 de julho de 2015

75 primaveras

domingo, 26 de julho de 2015

No comment


sexta-feira, 24 de julho de 2015

De arrepiar...


Há um ano, sexta-feira 25 de julho, andávamos nós nos preparativos... Relembrando o 26!


terça-feira, 21 de julho de 2015

:)


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Ainda nada...

   
       Pois é! Ainda nada!
    Queria voltar a ser qualquer coisa, a sentir-me, ver-me como uma guerreira, lutadora... Mas não! Só a tristeza de não conseguir superar-me, superar a tristeza, a desolação, o desconsolo.
   O dia virá, esse em que conseguirei perceber tudo o que nos foi acontecendo, a morte da Mãe, conduzida minuciosamente por quem, por um lado, soube daí tirar lucros, sim, porque este país não é mesmo para velhos, e por outro, se descartou das suas responsabilidades e das suas benesses de uma vida inteira «à custa» de quem tudo fez para não morrer num lar ou sozinha...
     Hei de conseguir deixar de pertencer a uma «família» que de família nada tem, a não ser o nome, que renego, e o sangue, que espero ver diluído! Por alguma razão me fizeram uma transfusão de sangue, não há de só ter sido para me salvar a vida, naquele momento, foi providencial, foi para o futuro.
     E não destilo ódios, só desprezo! Desprezo com todas as ganas aqueles que nos maltrataram, nos desprezaram, nos ignoraram, aqueles que, à sombra de uma suposta sapiência e sageza, não fizeram outra coisa senão manipular os outros e induzi-los numa irrealidade que conduziu a Mãe a uma morte lenta, desumana, de um sofrimento inqualificável, irreparável, porque vive diariamente em mim...
      Preciso, urgentemente, de uma receita, médica ou de qualquer outra natureza, para os seguintes males: remorsos, saudade e tristeza.
       Estou quase a ir de férias, bem preciso! Mas será que a escolha do local foi a mais acertada? Sempre disse à Mãe que a Ericeira era pública, era só o que mais faltava se alguém me poderia dizer que não dava jeito que eu lá fosse, eu(, o Pedro,) ou fosse quem fosse! Mas só de pensar em certas e determinadas pessoas, como diria a outra, eles sabem bem quem são, até me dá engulhos e calafrios. Mas, SIM, a Ericeira não é vossa, para o Diabo que vos carregue, gente má, falsa, ignóbil e sem carácter ou remorsos... EU VOU! Vou a Santa Marta recordar os últimos anos que passei lá com a  minha Mãe, com quem me ri, me diverti a relembrar, a escrever as suas memórias, a enterrar guerras antigas e a preparar a minha vida sem Ela.
        Poderia ter sido melhor filha, mas não fui, estive a competir a vida toda com duas outras filhas, perdi, e de que maneira, perdi a luta, a Mãe e as irmãs. E já agora as sobrinhas... Ganhei o meu Domingos, os meus filhos, a Rita e o António, os meus amigos, os que o são de facto, e a (horrível) experiência de me manifestar, tantas vezes aos gritos, para me demarcar de uma maneira de estar na vida que nada tem a ver comigo.
         Os atos ficam com quem os pratica, os que não foram despedir-se da Mãe, da Avó, mas que lhe sugaram a vida dia após dia, sem escrúpulos, como diria o Afonso, um caso de polícia, extorsão em larga escala, ou aqueles que se mantiveram afastados de um caixão aberto... A Mãe só tinha uma cara, foi essa que eu quis que não tapassem. Igual a si mesma, mas sossegada, tranquila, morta, gelada, nunca tinha sentido um tal frio, um frio que vem de dentro, sem qualquer sombra de vida, a minha mão no seu peito congelado, um peito que tanto sofreu agora hirto, parado, sem vida, e gelado, interminavelmente gelado. Por mais que a aconchegasse, aquele frio daquela manhã de Pascoela, gelada como ela, chuvosa e triste, leda e triste madrugada... nunca se separou de nós. Fiquei junto a ela o tempo que me foi permitido, quis guardar todos os traços, todas as flores, todos os seus momentos que  fui recordando com quem apareceu na capela. Não chegou! Nunca vai chegar! A mágoa, a tristeza permanecem, a saudade fica, assim como um vazio que nunca, em vida, consegui preencher.
       E assim me fico, intranquila, triste, angustiada, mas, quem sabe, mais sábia, mais atenta e preparada para não cometer os mesmos erros que a minha Mãe cometeu, por isso, cabe aqui dizer: Domingos, adoro-te! Filhos lindos, adoro-vos! Sempre!
      
     

E não me provoquem!


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Foi ela...