domingo, 31 de maio de 2015

Sometimes...

We shall overcome, we shall live in peace

Persona non grata

Palavras/expressões-chave:
Prefiro que te vás embora a que estragues o namoro da tua irmã;
Alguém casou e a sua mãe viu-se confinada ao seu quarto nos fundos da casa, isso a mim nunca me vai acontecer;
A tua irmã chorou a pedir-me que pusesse a casa em nome dele; quando eu lhe disse que não, ele deixou de me falar; se não fizesse isso, pôr-me-iam num lar, como fizeram com a avó dele;
Onde está a tua irmã? Não está cá, mas estou eu... O que é que me interessa que estejas  aqui;
Ajuda-me, ajuda-me, ajuda-me;
Ai ai, ai ai, ai ai...
Ó Mãe, não durmas, não podes dormir o dia todo! Depois refilam contigo à noite! Quero lá saber! Não vês que dormir, para mim, é uma defesa?
Eu gosto muito de ti, desculpa-me não ter sido uma boa filha...Deixa-me em paz;
Vocês as duas entendam-se;
A Páscoa é uma passagem;
Tu e a Inês têm muito valor;
Eu criei um monstro;
É bom saber com quem se vive;
Porque é que me queres tirar da minha casa?
Agora que estou doente, querem correr comigo assim, pumba!
Pensava que fosses diferente;
Já não aguento mais tanta maldade;
Quando tiveres uns dinheirinhos, manda fazer uma pulseira assim para mim;
Aonde vais? Almoçar a casa do Estica. A mim também me fazia bem ir;
Hoje é dia de Páscoa, está um dia lindo, podes descansar...
Olha, olha, olha, olha...
- Estou, D. Helena Barreto?
- Sim.
- Hospital da Cuf, lamento dar-lhe a notícia, a sua Mãe acabou de falecer. Não sofreu...
Pois não, foi o terminar de um sofrimento inqualificável, inimaginável, indescritível, incomensurável... Não sofreu, sofreu lá agora.
E agora? Não tenho pais, irmãs, sobrinhos. Tenho filhos, um marido como deve ser e alguns primos: os que me ajudaram, ajudando a minha Mãe, as que me apoiaram, falando comigo quando mais precisei.
Quem por aí anda a tentar manipular, enganar, ludibriar, está à vontade como sempre esteve, cada qual com a sua consciência, na certeza, porém, de que o que me tira o sono é lembrar-me do sofrimento inglório da minha Mãe, gratuito, cruel e que não consegui prevenir ou evitar.
Permito-me dizer: os outros, os que nos maltrataram, excluiram, abusaram, que se fodam e me deixem em paz.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

B.B. King

quarta-feira, 13 de maio de 2015

As minhas cerejas são como as palavras: vão umas atrás das outras