terça-feira, 31 de março de 2015

Os que passam pela Vida e os que deixam que a vida passe por eles

D. Holanda, D. Yolanda, tia Yolanda, tia Malita, Avó, Vó, Avó Locas, Mãe. Tantos nomes uma só Pessoa, a minha Mãe.
Uma vida cheia, de alegrias e desgostos.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Hoje foi dia do Nariz Vermelho na escola

Quando os miúdos escrevem... Diários e memórias! Obrigada, Leonor, pela partilha. Quando escrevemos parece que dói menos!

09 de março de 2015

Querido diário, hoje a minha avó morreu e eu estou muito triste porque não estava à espera, eu não queria que ela morresse, a minha avó tinha oitenta e seis anos, ela tinha um sorriso lindíssimo, tinha olhos azuis e adorava arroz doce.
A minha avó teve um AVC, no ano passado, e perdeu grande parte da memória e também deixou de conseguir andar, lutou sempre pela vida até que chegou a altura de se ir embora pois um dia tinha de ser. A última frase que ouvi dela foi «Estou muito doente», quando ela disse isto desfiz-me em lágrimas, pois há quase um mês que ela não dizia uma palavra.
Diário, agora que não tenho aqui a minha avó Inácia, pois era assim que ela se chamava, parece que a minha vida parou e que nunca mais vai voltar ao que era pois ela tratava-me tão bem e queria que eu estivesse sempre bem. Mas tenho de me despedir dela, pois nunca mais vai voltar.

 Memórias 
      A memória que vou contar é sobre a minha avó paterna que já faleceu.
A memória que eu tenho da minha avó Inácia é que ela era simpática, bonita, tinha os olhos azuis, era magra e tinha um sorriso lindíssimo, ela adorava-me e eu adorava-a a ela. Sempre que eu ia ver a minha avó ela estava pior, mas mesmo assim, quando me via, dava-me a mão e apertava-a. A minha avó nunca gostou de comer, só gostava de comer doces e por isso o meu pai sempre disse que eu era parecida com ela, pois eu só gosto de comer doces. O doce preferido da minha avó era arroz doce, e o meu doce preferido é arroz doce. A minha avó sempre foi adorada por toda a gente e nunca fez mal a ninguém.

Esta foi a memória com que eu fiquei da minha avó e espero que seja isto que a minha avó queria que ficasse na minha mente. 


quarta-feira, 18 de março de 2015

+mimos da Catarina Rainha, obrigada... e um beijinho

10 de Março de 2015

Querido diário, estou muito preocupada. A minha professora de Português tem a mãe muito mal e o pior é que ela está diferente!
Dias antes de isto acontecer a professora era imparável e alegre mas agora está triste e sensível e isso preocupa-me.
Todos da minha turma estão preocupados pois gostamos muito dela. 

domingo, 15 de março de 2015

Vá, vagabunda, vai trabalhar, que é para isso que te pagam... está bem, é domingo, o que é que interessa?


Ahhhhhhhhhhh

Quero gritar, muito, muito...


O Brother, Where Art Thou?

sábado, 14 de março de 2015

E se, de repente, alguém lhe dissesse 'tens um irmão', isso é...

Escolha as opções possíveis:
Impulse (  )
Ahhhhhh (  )
WTF (   )
OMG (   )
Surreal (  )
Irreal(  )
Absurdo(  )
Expectável(  )
Natural(  )
Imaginável(  )
Possível (  )
Que mais irá acontecer? (   )
Nenhuma das acima (  )

sexta-feira, 13 de março de 2015

Percebeste agora?

        Não, Mãe, não consigo perceber! Consegues falar mais alto, mais devagar, mais pausadamente, é que eu não consigo entender... «Vocês... é preciso... ele... buscar... entendeste agora?». Ó Mãe, não percebo. E se eu te desse um papel e um lápis? Consegues escrever? Não consegues segurar o lápis, escorrega da mão, não tens força, o que é que eu faço, Mãe? Não entendo, não percebo, eu quero saber... Se descansares à noite, vais ver que terás força para falar, amanhã dizes ao meu Afonso e ele ajuda-te a escrever se for preciso. «É complicado», pois é mãe, eu sei, é muito complicado, mas nós estamos aqui, os primos adoram-te, «é natural!», às vezes, os meus sobrinhos não me adoram, eu também não adoro os meus sobrinhos... Os meus filhos não desistem de ti, vêm ter contigo, o Afonso vem todos os dias, o Domingos e a Rita, também, «olá, Avó!», «Olá» de mãozinhas estendidas, «Hoje não vou ver a Avó, porque me dói a garganta, vou amanhã, está bem?», «Está bem» com as mãozinhas ainda estendidas como quem quer agarrar a fotografia do neto ao telefone. «Olá Vó!», Mãe,é o Afonso! Olha o António, «Olá!» mais uma vez! Não larga as mãos da Inês, agarra as duas mãos da neta com uma só para poder dar a outra mão ao Afonso. Voltamos amanhã, os netos. Eu não. Eu voltei para casa, com o coração nas mãos, os remorsos a crivarem-me toda. O que eu fiz, o que não fiz, o que devia ter feito. Porque é que deixei as coisas chegarem a este ponto? Como é que eu não vi? Ou como é que, tendo visto, não atuei, porque é que me limitei a gritar: «Não vês? Como é que não vês que a Mãe está a morrer? Não vês que está anorética? Não vês?» E se eu vi... porque é que nada fiz.
           Vou ficar por aqui, de coração partido, à espera que nada de horrível aconteça. Tudo desabou! Se me sinto mais próxima dos primos, cada vez me sinto menos ligada às minhas irmãs. «É muito complicado», pois é, Mãe. Mas os meus filhos, cada vez mais, estão mais próximos, a minha família, a que eu criei, é mais família. «Não foi para isto que eu guardei os teus filhos.», pois não mas eu sim, os meus filhos estão guardados para ajudarem a Avó, e para quem precisar deles, é o que fazem as famílias, ajudam-se, amam-se, estão uns para os outros.

Pensamento do dia

«Where words fail, music speaks.», 
Hans Christian Andersen

terça-feira, 10 de março de 2015

Mumford & Sons

domingo, 8 de março de 2015

Not today...

terça-feira, 3 de março de 2015

Jacques Prévert

This is how I feel

Concorro ou não concorro? Esta é a questão.

        Vim para esta terra por opção. Medi e pesei os prós e os contras, falámos em família, na medida do que é possível quando se fala de coisas muito sérias com miúdos de 10, 8 e 4 anos. Mas falámos e acabámos por vir para a cidade onde a Inês, uns anos antes, disse nunca vir viver. Foi a primeira a ir-se embora, seguiu-se o Afonso e depois o Domingos. Ficámos nós, os velhotes e os canitos, tudo o que me prende à casa. São semanas, meses de espera pelas visitas, pelas viagens, pelos encontros, sempre curtos, sempre a saber a muito pouco.
          A escola está a 5 minutos de casa, vou e venho a pé. Os miúdos... vou gostando deles, muito até e de muitos. São poucos, felizmente, os que me deixam os cabelos em pé! Gosto do que faço e sei que dou o litro para fazer bem. Nem sempre tenho bons resultados, mas nunca disse: «já expliquei três vezes a voz passiva!», eu não sei quantas vezes explico seja lá o que for. Penso que nunca deixo de explicar, até à exaustão! Mas não tenho vocacionais, pief's, projetos de bandidos já com barba na cara mas que nada querem aprender. Malta que chama, na melhor das hipóteses, bruxas às professoras, que dizem que fazem a folha aos professores, e que abancam na escola até aos 18 anos com tudo a que têm direito, até a mais professores por turma do que alunos. Isto eu não tenho.
           E se sair daqui? Onde ficará a escola? Onde ficará a minha casa? Longe da escola, perto dos filhos? Como vou e venho? E o horário? E os «colegas»? Estes já são o que são, até há quem se dê ao desfrute de gamar os meus óculos de cima de uma mesa na sala de profs. Claro que há aqui gente que eu adoro, a minha Perdigota, a Zé Diogo, a Zezinha, a Lina, a Glória (que descobri agora), o Fragoso, a Luzinha, até a Adelaide e mais alguns. Mas as direções têm-me deixado tanto a desejar, gente invejosa e pretensiosa, doutores da mula russa com a mania que são mais do que os outros, grupinhos de gente sem caráter que diz que a gestão de uma escola é o seu projeto de vida (??????????), salvas raríssimas exceções, a malta que circula pela gestão destes espaços é uma cambada de borrabotas! Mas deve ser assim em todo o lado, o que me deixa ainda mais apreensiva e preocupada. 
            Então, o que hei de fazer? Perder qualidade de vida, voltar a andar de autocarros, metro, bichas (sim, porque eu sempre disse bichas e não é agora que digo filas!), sair de casa às 7 para estar às 8 sabe Deus onde? Ir para o pé dos meus filhos, dos meus (quase) netos, poder ir visitá-los quando eles me quiserem com eles? Ir ou ficar? E os meus canitos... será que iam achar alguma piada a isto tudo?
               E o meu velhote? Será que conseguiria a transferência, será que ficaria melhor? Livrava-se do Pires, imbecil chapado arraçado de Aranha, de dedo espetado, convencido que é chefe, não faz e não deixa fazer, que é como quem diz, não fode nem sai de cima! E por estas bandas há tantos desses, que têm raiva de quem faz e faz bem e que ensombra e assombra esta escória, uma bela cambada de medíocres armados em chefes e ao pingarelho.
              Cada vez mais confusa. O QUE É QUE FAÇO?

segunda-feira, 2 de março de 2015

Nuno Serrão

Oferece-se a caixa dos óculos a quem provar tê-los roubado na sala de profs da «minha escola»

Momentos de ternura