terça-feira, 22 de dezembro de 2015

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

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domingo, 20 de dezembro de 2015

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sábado, 19 de dezembro de 2015

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

O meu menino é d'oiro

Presépios em Évora, Igreja do Salvador, Delfim Manuel

















Uma gata chamada Benvinda!











quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A mim não me farão o que fizeram à minha Mãe... testamento vital

DIRETIVA ANTECIPADA DE VONTADE (DAV)

Ao abrigo e para os efeitos previstos na Lei n.º 25/2012, de 16 de julho, o presente documento traduz a minha manifestação antecipada da vontade consciente, livre e esclarecida, no que concerne aos cuidados de saúde que desejo receber, ou que não desejo receber, no caso de, por qualquer razão, me encontrar incapaz de expressar a minha vontade pessoal e autonomamente.
Este documento, que subscrevo sendo maior de idade e capaz e não me encontrando interdito ou inabilitado por anomalia psíquica, é por mim unilateral e livremente revogável a qualquer momento.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Capicua


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Do mar à tolerância, este é o meu dia!


Gostei! Ao menos a Google sabe que eu faço anos e dá-me os parabéns! Já outr@s...


domingo, 15 de novembro de 2015

sábado, 14 de novembro de 2015

Je suis Paris

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Ludovico Einaudi - 36 Song Golden Collection

Cinematic Orchestra - To Build A Home (feat. Patrick Watson)





There is a house built out of stone
Wooden floors, walls and window sills...
Tables and chairs worn by all of the dust...
This is a place where I don't feel alone
This is a place where I feel at home...
And I built a home
For you
For me
Until you disappear
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust...
Out in the garden where we planted the seeds
There is a tree as old as me
Branches were sewn by the color of green
Ground had arose and passed it's knees
By the cracks of his skin I climbed to the top
I climbed the tree to see the world
When the gusts came around to blow me down
Held on as tightly as you held onto me
Held on as tightly as you held onto me...
And, I built a home
For you
For me
Until you disappeared
From me
From you
And now, it's time to leave and turn to dust...


Songwriters
PATRICK WATSON, JASON ANGUS STODDART SWINSCOE, PHILIP JONATHAN FRANCE, STELLA PAGE


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Fernando Pessoa, AVE-MARIA [2]



                       À minha mãe


Ave Maria, tão pura,
Virgem nunca maculada
Ouvi a prece tirada
No meu peito da amargura!

Vós que sois cheia de graça,
Escutai minha oração,
Conduzi-me pela mão
Por esta vida que passa!

O Senhor, que é vosso filho,
Que seja sempre connosco,
Assim como é convosco
Eternamente o seu brilho.

Bendita sois vós, Maria,
Entre as mulheres da terra;
E vossa alma só encerra
Doce imagem de alegria!

Mais radiante do que a luz
E bendito, oh Santa Mãe
É o fruto que provém
Do vosso ventre, Jesus!

Gloriosa Santa Maria,
Vós que sois a Mãe de Deus
E que morais lá nos céus
Velai por mim cada dia!

Rogai por nós, pecadores,
Ao vosso filho, Jesus,
Que por nós morreu na cruz
E que sofreu tantas dores!

Orai agora, oh Mãe querida,
E (quando quiser a sorte)
Na hora da nossa morte
Quando nos fugir a vida!

Avé Maria, tão pura,
Virgem nunca maculada,
Ouvide a prece tirada
No meu peito da amargura.

7-4-1902

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Chá da Mãe

       

            Gosto de chá, sempre gostei. Nos dias frios, de chuva, de nevoeiro cerrado, de cacimba, até nos de calor, um chazinho sabe sempre bem. Vai com tudo, pão, bolo, bolacha, mas o que fica mesmo bem é a bela da torrada, crivadinha de manteiga que escorre (ou não, consoante o pão) por entre os dedos quando a mergulhamos no chá. É assim que eu me lembro dos lanches em casa, nos fins de semana. 
         Quando íamos de passeio para algum lado, raras eram as vezes em que não enjoava no carro, havia sempre desgraça, tinha de ir à janela para poder pôr a mão de fora, para fúria imensa das outras que cobiçavam esse lugar, e havia sempre uma banana, parecia que era a única coisa que eu tolerava depois do grande momento que me obrigava a sair do carro para não o sujar todo. Mas quando chegava a casa era premiada com o chazinho e a torrada!
             Quando ia visitar as tias e me perguntavam o que eu queria, a resposta era sempre a mesma: chá da Mãe. Não era um chá especial, mas também não era um qualquer, era o único que eu conhecia, o que eu bebia com a Mãe, chá preto, forte, fumegante, cheio de açúcar, era assim que eu o bebia. Era o chá do pacote amarelo, tínhamos de esperar que as folhas ficassem no fundo do bule, passávamo-lo pelo passador, mas mesmo assim as folhinhas persistiam em aparecer na chávena. Não sabia a marca do chá, não era importante, nem sabia lê-la no pacote, mas sabia reconhecê-lo, era o único que havia lá em casa, mais tarde percebi que havia muitos chás e marcas, o nosso era o Li-cungo, para mim era o chá da Mãe.

         «Professora, é um chá?», «Sim, é um chá da Mãe... Obrigada.»

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Noite das bruxas, dia de todos os santos, dia dos mortos...

             E estamos quase em novembro, o meu mês. Adoro novembro, o frio, a chuva, as folhas caídas, as poças de água, as castanhas assadas, cozidas e barradas com manteiga, em puré, de todas as maneiras e feitios! Adoro o São Martinho, santo da solidariedade, o vinho, o magusto, venham as farinheiras assadas, o pão quente e tudo o que sabe bem na companhia de quem gostamos. 
             Mas o mês começa com os santos e logo a seguir vêm os mortos. Nunca fui de ir ao cemitério, acho que fui uma vez à campa do meu pai com a mãe, mas a minha mãe não tem campa, preferiu (acreditando no que foi dito...) ser cremada e ficar ao pé do meu pai, dentro daquela minúscula gaveta, dentro de um recipiente, obscenamente caro, de tamanho reduzido para caber naquele espaço! Adiante! Assim, ir ao cemitério será o quê? Homenagear como? Nem identificação existe! É uma gaveta, no cimo de uma das muitas «ruas», do lado direito de quem sobe, ali, ao cantinho. Nem Paulo, nem Yolanda, nada! Nem flores, nem a «eterna saudade» dos que cá ficaram, dos que nem se despediram dela, dos que a destrataram ao ponto de a fazer querer partir, porque foi muito infeliz...
             Quando o meu pai morreu, os meus sonhos eram pesadelos, aí vinha ele tirar-me tudo: o carro que era dele, o dinheiro que me tinha ficado! Só me aparecia em sonhos para reclamar aquilo a que eu, talvez, não tivesse «direito», por ter correspondido tão pouco àquilo que se esperava de mim, enquanto filha. Mas a Mãe não me aparece nos meus sonhos, sonhava muito com ela dantes, talvez para lhe dar mais vida... Talvez porque só nos últimos anos da sua vida é que conseguimos estabelecer uma relação digna desse nome. Estabelecemos limites, não se falava de quem nos magoava, nem do que não podíamos mudar. Mas podíamos falar de tudo o resto, das memórias tão antigas como ela, da sua Mãe, minha avó, do seu sofrimento, das bananas que a Mãe procurava pelas ruas do Rêgo para dar à sua Mãe, tão doente, a morrer... Das suas paixões, do Duartinho, das suas mágoas e desgostos. Do quanto preferia ter tido um pai a um político! Das suas alegrias enquanto assistente social nos Olivais, do quanto amava o seu bairro. Tudo isso nos era permitido. Nada de conversas de merda, dizia-lhe eu! Telefone sem som. Quem é? Não interessa... Pois, hoje é dia da pensão do teu pai, hoje é dia de ordenado! Quantas vezes já ligaram? Não interessa...
         Que raio de família era esta? Quantas desculpas foram inventadas para justificar o injustificável!
               E, pela primeira vez, faço anos sem Mãe! Nunca foi muito a minha Mãe, foi mais das outras... Mas não faz mal, ganhei-a nos seus últimos cinco anos de vida, valeram pela vida toda. Já as outras, que me roubaram a Mãe a minha vida toda, que roubaram a Avó aos meus filhos durante tanto tempo, não sabem nada de nada de nada... Mas também não faz mal, porque no final nós sabemos com quem a Mãe pôde contar, a quem a Avó pôde dar as mãos. Nós sabemos... 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sufjan Stevens ❝ Come Thou Fount of Every Blessing ❞

"Come Thou Fount Of Every Blessing"

Come, Thou Fount of every blessing
Tune my heart to sing Thy grace
Streams of mercy, never ceasing
Call for songs of loudest praise
Teach me some melodious sonnet
Sung by flaming tongues above
Praise the mount, I'm fixed upon it
Mount of Thy unchanging love

Here I raise my Ebenezer
Here there by Thy great help I've come
And I hope, by Thy good pleasure
Safely to arrive at home
Jesus sought me when a stranger
Wandering from the fold of God
He, to rescue me from danger
Interposed His precious blood

O to grace how great a debtor
Daily I'm constrained to be
Let that grace now, like a fetter
Bind my wandering heart to Thee
Prone to wander, Lord, I feel it
Prone to leave the God I love
Here's my heart, O take and seal it
Seal it for Thy courts above

Come, Thou Fount of every blessing
Tune my heart to sing Thy grace
Streams of mercy, never ceasing
Call for songs of loudest praise
Teach me some melodious sonnet
Sung by flaming tongues above
Praise the mount, I'm fixed upon it
Mount of Thy unchanging love

sábado, 24 de outubro de 2015

Massive Attack - Atlas Air (Live - Melt Festival 2010)

domingo, 11 de outubro de 2015

Vil e erróneo nesta terra

Outono, Van Gogh

sábado, 10 de outubro de 2015

The Cinematic Orchestra - Arrival of the birds & Transformation

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Por favor

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Seis meses... uma eternidade!