quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Twix

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

E depois, há os fulanos!

       Os fulanos são aqueles que não queremos nomear. Não merecem sequer ver os seus nomes escritos em lado nenhum. São aqueles que, sonsos, pensam que enganam os outros, que fazem com que os outros assumam, por serem mais frágeis, mais débeis, as suas culpas. Gente sem escrúpulos, sem educação, sem sentido de família, sem amor e, sobretudo, sem respeito por nada ou ninguém.
      Os fulanos não me são nada, porque são fulanos. Não tendo nome não pertencem à minha família. Pelos fulanos não me desculpo, não justifico nada, pelos fulanos só me ocorre um sentimento: desprezo. Ser fulano é mau. Não me quero dar com fulanos sem nome, sem vergonha...

A minha filha casou-se há um mês!

          Dias em comunhão. Acordar e enfiarmo-nos todos na mesma cama a falar do que foi, do que vai ser, do que tem sido. Chegar à noite e sentarmo-nos todos à volta de um piza e pensar que será a última vez que o faremos assim, nós os cinco. A partir de agora somos seis, sete, à espera de sermos oito. Levantarmo-nos a correr, porque é preciso e tratar das flores, dos penteados. O tempo passa a correr como nós. O «bouquet» está lindo, as flores para as lapelas, coitadas, com o destino traçado. Mais umas horas de cabeleireiro, um programa a três, mais duas... E a Carla, paciente e carinhosa, a tratar da noiva, da mãe, da sogra, das cunhadas. Mais uma corrida até casa, até ao Restelo, mais uma corrida, mais uma viagem até Vila Franca do Rosário, com mais um engano no caminho. Tinha de ser ou não seríamos nós! Que viagem! De Mercedes em vez de Mégane! O Álvaro de mota avariada, a malta a parar na autoestrada, «enganei-me!», «não, tu vais bem, nós é que nos enganámos!». A Avó Luiza à frente com o Pai, eu atrás com a noiva: Estás bem?, Estou! E chegámos a horas, sem atrasos. E foi qualquer coisa de arrepiante vê-los a entrar de braço dado na igreja, com a luz de fim de tarde por detrás dos dois, pai e filha.
       Toda uma cerimónia de uma beleza e de uma simplicidade inesquecíveis. Uma emoção por conter, uma felicidade genuína, um gosto, uma delícia, irrepetível. A ternura das avós, felizes... 
           A minha filha casou-se há um mês.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Há um mês... um dia memorável!


Avô é pai, avó é mãe, palavras do tamanho do céu, como diz o poeta, palavras de três letras apenas, cada qual um nome bendito, três letrinhas, nada mais e nelas cabe o infinito.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Ericeira

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

E mudando de nome... livrava-me da sina?

           Antes ter a mania da perseguição, a atirar para a esquizofrenia, ser ligeiramente bipolar, catavento ou espalha-brasas, do que ser patologicamente hipócrita, cínica ou mal-educada! 
        A minha avó Rosalina não tinha apelido, melhor dizendo, tinha um segundo nome que lhe servia de apelido, da Ressurreição. Mulher do povo com pouca instrução que terá feito das tripas coração para criar os treze filhos que lhe foram morrendo e a quem o meu avô, como bom Martins, na hora da morte terá pedido desculpa pelo mal que lhe fizera. Ficaram uns quantos filhos, os mais fortes, segundo dizia o meu pai. Não sei se seriam os mais fortes, os mais duros certamente. Duros em tudo, de tal modo que deixaram as suas marcas de dureza nos seus descendentes. 
        Neste momento o meu nome é Maria Helena Costa Santos (mil vezes) da Ressurreição Salvação Barreto. Sim, porque não posso ser só filha da mãe! Tenho de ter alguma coisa do lado do pai! Já que o meu pai era só filho do pai dele no nome, recuperemos a Ressurreição! Mas o Martins pode ir às urtigas com a sua dureza, os amuos e tudo aquilo com que nos magoaram e magoam ainda hoje! 
        Há coisas que não se fazem e quando se fazem, ultrapassando-se todos os limites, os da educação, do respeito, já não há volta a dar...
        Triste? Zangada? Rancorosa? Não, só mesmo ofendida.

Amote há farta!

       Há uns tempos (atrás!?, ainda não entendi o porquê do raio do atrás! Modas horrorosas… tipo, prontos!) numa reunião daquelas muito importantes, onde se sentam as pessoas mais importantes da escola, o tal do Conselho Pedagógico, um conselho composto por gente que, de uma hora para a outra, deixa de ser colega para ser um elemento sem nome, mas que faz parte do CP, alguém com muita responsabilidade no Português terá dito «faria-se» ao que alguém, também com muita responsabilidade, respondeu que queria que ficasse em ata que ele se iria levantar para ir «urinar com u». E assim decorriam, com muita normalidade, as reuniões das pessoas mais importantes da escola.
Fáçamos, tênhamos, póssamos, os quaisqueres, o quê de cão, cê de sapato ou de cinto (!), os mês, os lês, os nês, os quês nove ou de quá-quá… e por aí a fora! Ouvistes? Tu ouvistes, chegastes, fizestes… de dedo espetado com a autoridade de quem pode mandar, é só estar um bocadinho numa sala de direção de escola ou na sala de professores, ou ainda ler uma ata ao acaso para se ter a certeza de que nas escolas se fala e se escreve muito mal.
Ao olhar para um teste de EV, há uns anos, vi «fizes-te» numa questão. Fiquei horrorizada e disse que ali estava um erro, ao que me responderam que nunca sabiam se levava tracinho ou não! Tracinho, chapéu, ondinha, acento para lá ou para cá… E devem de… têm que… hádes (?) ou hadem (??) conforme o caso e ainda o tinha ouvisto, que é bom de saber que é ouvir e ver em simultâneo! Ainda o à, às, ás, há...em caso de dúvida o melhor é ser há (???) farta com h! Há de tudo como na botica, sobretudo falta de educação e de humildade, porque podiam querer melhorar, mas a maioria não tolera ser corrigida! Pior ainda, houve instruções para que, com a introdução do NAO, não corrigíssemos os colegas, para não causar constrangimentos.
      Assim sendo, 10% dos erros da malta que foi à prova têm a ver com o NAO, o resto já todos sabem onde reside a desgraça.
      Ó Nogueira, por que não te calas?

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Sem título


domingo, 3 de agosto de 2014

Viva o pai da noiva :-) !

sábado, 2 de agosto de 2014

Imagine Dragons - Monster (Lyrics on Screen)