quinta-feira, 31 de outubro de 2013


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Eu gosto de árvores

             Largam raízes que se estendem.
             Dançam ao sabor do vento.
             Descabelam-se com a chuva.
             Esticam-se para o céu em busca de luz.
             Guardam memórias de séculos.
             São generosas.
             Morrem de pé...

Ludovico Einaudi - Run


terça-feira, 29 de outubro de 2013

Lou Reed - Take a walk on the wild side - RIP

domingo, 27 de outubro de 2013

Sendo hoje dia do Senhor e como Ele não me dá paciência, faço uma pausa...


sábado, 26 de outubro de 2013

Hoje e todos os dias...


Há uns anos apanhámos uma educadora infantil a dizer «Deus me dê paciência!»... Se ela soubesse!



E nem a meio do serviço cheguei...

Eric Clapton - Got To Get Better [Live at Crossroads 2013]

Dia de corrigir testes...


Mais um fds sem ver os filhos :-(

Poema Enjoadinho
Vinícius de Moraes

Filhos...  Filhos?
Melhor não tê-los!
Mas se não os temos
Como sabê-lo?
Se não os temos
Que de consulta
Quanto silêncio
Como os queremos!
Banho de mar
Diz que é um porrete...
Cônjuge voa
Transpõe o espaço
Engole água
Fica salgada
Se iodifica
Depois, que boa
Que morenaço
Que a esposa fica!
Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação:
Cocô está branco
Cocô está preto
Bebe amoníaco
Comeu botão.
Filhos?  Filhos
Melhor não tê-los
Noites de insônia
Cãs prematuras
Prantos convulsos
Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo
Melhor não tê-los...
Mas se não os temos
Como sabê-los?
Como saber
Que macieza
Nos seus cabelos
Que cheiro morno
Na sua carne
Que gosto doce
Na sua boca!
Chupam gilete
Bebem shampoo
Ateiam fogo
No quarteirão
Porém, que coisa
Que coisa louca
Que coisa linda
Que os filhos são!

Arcade Fire - Coachella 2011 | full set, 1080p HD

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Virginia Woolf, ChasingtheCrayon

A autora de A viúva e o papagaio

terça-feira, 22 de outubro de 2013

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pronto... já disse!




Dispensava, mas já (infelizmente) não me admiro, de estúpida a vá p'ró ...alho, vale tudo!

       Mas o que choca nem é o que é dito, é o que não é feito imediatamente. Convenhamos, será um aluno instável, e eu ainda o desestabilizei ainda mais ao impedi-lo de entrar por uma porta que lhe está vedada. Ah, mas há exceções! Desculpem, não sabia. Às tantas, ainda tenho de ir pedir desculpa ao puto que me chamou estúpida e me mandou para o ****alho!

terça-feira, 15 de outubro de 2013


Ah, o outono!


domingo, 13 de outubro de 2013

Moinho do cu torto, Évora. Do melhor que há!

     Comecemos pelas entradas... cogumelos com linguiça, como dizem por estas bandas, chouriço para qualquer alfacinha, uma delícia, apesar de não ter tocado no chouriço, há que me portar bem! E ainda um peru estufado acompanhado pelas sempre magníficas batatas fritas às rodelas, estaladiças, no ponto: só comi uma, mas deu para matar saudades das melhores batatas fritas que já provei.
     Veio depois a sopa de cação. Ali nunca tinha experimentado, mas valeu a pena, não ficou nada atrás da sopa de tomate que lhes conheço. E, claro, tinha de vir a maravilhosa feijoada de feijão branco e os célebres lombinhos grelhados. Sempre bom, desta vez a feijoada, não sei porquê, ainda me pareceu melhor do que das outras vezes. Rematámos com o divinal mel e noz e o bolo rançoso. De facto, não há melhor. O vinho é sempre do que eu gosto e do pão nem é preciso falar, entregue na mesa dentro de um pequeno «talego» a lembrar os tempos antigos.
      A família do sr. Ludgero impecável como sempre. Adoro o Cu Torto!

LEONARD COHEN - Angel

Leonard Cohen - Hallelujah



"Now I've heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don't really care for music, do you?
It goes like this
The fourth, the fifth
The minor fall, the major lift
The baffled king composing Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

Your faith was strong but you needed proof
You saw her bathing on the roof
Her beauty and the moonlight overthrew you
She tied you
To a kitchen chair
She broke your throne, and she cut your hair
And from your lips she drew the Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

You say I took the name in vain
I don't even know the name
But if I did, well really, what's it to you?
There's a blaze of light
In every word
It doesn't matter which you heard
The holy or the broken Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah
Hallelujah, Hallelujah

I did my best, it wasn't much
I couldn't feel, so I tried to touch
I've told the truth, I didn't come to fool you
And even though
It all went wrong
I'll stand before the Lord of Song
With nothing on my tongue but Hallelujah

Hallelujah, Hallelujah..."

sexta-feira, 11 de outubro de 2013


Precisa-se de matéria-prima para construir um País Eduardo Prado Coelho – in Público


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«A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve. O que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo
o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
- Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
- Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicarprimeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para oslados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente
estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos. Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de
desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!»

EDUARDO PRADO COELHO

Lena Vaz ou não vás? Nem uma coisa nem outra, Barreto!

     Para quem nunca foi muito com os nomes, mas que se deixou seduzir por alguns e desdenhou outros, vá-se lá saber porquê, esta pergunta sempre deixou um rasto de irritação, ao que percebi em miúda,  ao longo de gerações. A criatividade humana tem coisas, uma delas é a limitação que dá em repetição... Já o meu pai se queixava do mesmo! Vaz ou não vás? Vá lá, não somos penetra ou penetra murcho, ou pila, ou coxo, ou pão duro ou pão mole...Mas acredito no orgulho que os que o são sentem ao pronunciar o seu nome!
       E somos um nome. O nosso primeiro direito ao nascer. Aquele que ao longo de uma vida é o nosso, o que nos acompanha, aquele cuja fama nos precede, aquele que nos faz ou não jus, aquele que diz quem somos! Podemos mudar de José para Manel, mas deixamos o Caca porque esse nome é o nosso.  Isto tudo para não chegar a lado nenhum. Cada um é o que é! Constrói o seu próprio nome e dá-lhe a repercussão que merece. Já sou Barreto há vinte e oito anos, ou seja, menos de metade da minha vida fui Vaz...
          Não deixei de ser Vaz, apesar de em muitos momentos preferir Costa Santos, o lado da família que mais me atraía, mesmo sendo os (Martins) Vaz os mais próximos. Numa altura em que os registos civis eram o que eram, o resultado entre os nomes dos diferentes familiares era o seguinte: uns filhos do pai, outros da mãe e do pai e ainda outros filhos do avô. Eu fui filha do pai, que por sua vez também o foi, ao contrário dos meus primos, que sabe-se lá porquê só são Martins...
           Hoje deu-me para aqui. Podia ter sido pior!
        

Best Coin Ever Spent, o arrepio do dia :-)

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Quando as crianças brincam, Fernando Pessoa

Quando as crianças brincam
e eu as ouço brincar,
qualquer coisa em minha alma
começa a se alegrar.
E toda aquela infância
que não tive me vem,
numa onda de alegria
que não foi de ninguém.
Se quem fui é enigma,
e quem serei visão,
quem sou ao menos sinta
isto no meu coração.

Fernando Pessoa

Temos, todos que vivemos,
Uma vida que é vivida
E outra vida que é pensada,
E a única vida que temos
É essa que é dividida
Entre a verdadeira e a errada.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

HISTÓRIA DA BALEIA, António Sérgio

            Há muito, muito, muito tempo, vivia no mar a baleia que comia peixes. Ainda ela, nesse tempo, podia comer peixes. Comia sardinhas e tainhas, gorazes e roazes, bugios e safios, pescadas e douradas, bacalhaus e carapaus. Todos os peixes que ia encontrando deitava-lhes a boca, – ão! Por fim só havia no mar um salmonete vermelhete, que nadava sempre atrás da orelha esquerda da baleia para ela não lhe fazer mal. Um dia, a baleia pôs-se a pensar muito séria, e disse assim:
             - Tenho fome!
              E o salmonete vermelhete, com a sua voz muito agudita, disse à baleia:
            - Nobre e generoso cetáceo: já experimentou comer homens?
            - Não – respondeu a baleia. A que é que sabe? Como é?
            - Bom, mas traquinas – respondeu o salmonete vermelhete.
            - Então, vai buscar-me três dúzias deles – ordenou a baleia.
            - Basta um de cada vez – disse o salmonete vermelhete. Se for à latitude de 60 graus norte e longitude 40 graus oeste (isto amigos, são umas palavras mágicas que o salmonete lá sabia) encontrará uma jangada feita de tábuas, e sobre a jangada um marinheiro náufrago, com calças de ganga azul, uma faca de ponta aguda e suspensórios encarnados (não se esqueçam dos suspensórios encarnados!). O marinheiro, devo dizer-lhe, é arguto, astuto e resoluto.
               A baleia, então, foi aonde lhe disse o salmonete vermelhete e, encontrou a jangada e o marinheiro. Aproximou-se, abriu a bocarra imensa, e engoliu a jangada e o marinheiro, com calças de ganga azul, com a faca de ponta aguda e com os suspensórios encarnados (nunca se esqueçam dos suspensórios!).
              E assim a baleia arrecadou tudo na despensa escura, quentinha e fofazinha, que tinha lá dentro do seu corpanzão. E como gostou, deu três estalos com a língua e três voltas sobre a cauda, levantando muita espuma.
           O marinheiro (que era arguto, astuto e resoluto) mal se viu dentro da baleia, na despensa escura, quentinha e fofazinha, pulou, saltou, rebolou, cambaleou, espinoteou, dançou, sapateou, fandageou, esperneou, gritou, berrou, cantou, estrondeou tanto, tanto, tanto, que a baleia se sentiu com enjoos, engulhos e soluços (já se esqueceram dos suspensórios?). E disse a baleia ao salmonete vermelhete:
            - O teu homem é muito traquinas, e dá-me engulhos. Que hei de eu fazer?
            - Diga-lhe que saia cá para fora – respondeu o salmonete vermelhete.
             E a baleia gritou pele garganta abaixo:
            - Saia cá para fora, homenzinho, e veja se tem juízo!
            - Isso é que eu não saio – respondeu o homem. – Leve-me primeiro para a minha terra, e depois veremos o que se poderá fazer.
            E pôs-se outra vez a saltar, a pular, a espinotear e a rebolar.
            - O melhor é levá-lo para casa – aconselhou o salmonete vermelhete – Eu já tinha prevenido a senhora baleia de que o marinheiro era arguto, astuto e resoluto.
  E a baleia nadou, nadou, nadou, nadou, dando à cauda e às barbatanas, mas sempre com soluços e muito enjoada. Quando avistou a terra do marinheiro, nadou para a praia, pôs a boca sobre a areia, abriu-a muito, e disse:
                - Cá chegámos à sua terra!
            O marinheiro que era na verdade arguto, astuto e resoluto, tinha durante a viagem puxado da sua faca de ponta aguda, e cortado as tábuas da jangada em fasquiazinhas muito estreitas, que ligou muito bem com tiras dos suspensórios (bem lhes disse eu que não se esquecessem dos suspensórios!) e fez com elas uma grade que empurrou, ao sair, contra a garganta da baleia.
            E, deixando a grade bem presa na garganta da baleia, saltou para terra e foi ter com a mãe, com a qual viveu muito contente.
            A baleia foi-se embora também muito contente, assim como o salmonete vermelhete; mas a grade é que nunca mais saiu da garganta da baleia. E por isso é que a baleia nunca mais pôde comer homens, nem meninos, nem sardinhas nem tainhas, nem gorazes nem roazes, nem bugios nem safios, nem pescadas nem douradas –, porque os peixes não podem passar pelas grades da garganta, mas só bichinhos pequeninos, como, por exemplo, as pulgas-do-mar.
              Pouco depois, o marinheiro casou e viveu muito feliz; tinha em casa as calças de ganga azul, a navalha de ponta aguda; mas não tinha os suspensórios, porque esses ficaram a atar a grade, muito apertada, que só deixa passar bichinhos pequeninos – como as pulguinhas do mar – na garganta da baleia. 


sábado, 5 de outubro de 2013

Steven Wilson - The Raven that Refused to Sing

Disney's Frozen - A Cold Weather Lesson from Sven


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Amanhã, dia do professor, mais um sábado como qualquer outro dia de trabalho!



quinta-feira, 3 de outubro de 2013



quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Manoel de Barros


Um passarinho pediu a meu irmão para ser sua árvore.
Meu irmão aceitou de ser a árvore daquele passarinho.
No estágio de ser essa árvore, meu irmão aprendeu de
sol, de céu e de lua mais do que na escola.





*****
há várias maneiras sérias de não dizer nada

só a poesia é verdadeira



poesia é voar fora da asa.