sábado, 31 de agosto de 2013

Detesto setembro, Lou Reed on September Songs

Sem título


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

On fire...A indústria dos incêndios, José Gomes Ferreira


«A evidência salta aos olhos: o país está a arder porque alguém quer que ele arda. Ou melhor, porque muita gente quer que ele arda. Há uma verdadeira indústria dos incêndios em Portugal. Há muita gente a beneficiar, directa ou indirectamente, da terra queimada.

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas.

Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica?

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências?

Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair?

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis?

Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios...

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade.

Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime...

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta - e até as habitações - e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal?

Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país.

Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo - destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime.

Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.»
José Gomes Ferreira

Recorro ao meu herói Obélix...Para bom (boa) entendedor(a)!


Amanhã, 31 de agosto


2013/2014 - calendário escolar - para nos irmos habituando à ideia...


Último dia de férias!


Pensamento do dia

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Martin Luther King Jr. - I Have A Dream from Great Speeches Volume 1: Pl...

THE MARCH ON WASHINGTON

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Recuperando 83/84... Os políticos são como as fraldas!

EM AGOSTO DE 1983, O GOVERNO DO BLOCO CENTRAL,
ASSINOU UM MEMORANDO DE ENTENDIMENTO COM O FUNDO
MONETÁRIO INTERNACIONAL. OS IMPOSTOS SUBIRAM, OS
PREÇOS DISPARARAM, A MOEDA DESVALORIZOU, O CRÉDITO
ACABOU, O DESEMPREGO E OS SALÁRIOS EM ATRASO
TORNARAM-SE NUMA CHAGA SOCIAL E HAVIA BOLSAS DE FOME
POR TODO O PAÍS. O PRIMEIRO-MINISTRO ERA MÁRIO SOARES.

“Os problemas económicos em Portugal são fáceis de explicar e a
única coisa a fazer é apertar o cinto”.
DN, 27 de Maio de 1984

“Não se fazem omeletas sem ovos. Evidentemente teremos de
partir alguns”.
DN, 01 de Maio de 1984

“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que
estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço
feito por este governo.”
JN, 28 de Abril de 1984

“Quando nos reunimos com os macroeconomistas, todos
reconhecem com gradações subtis ou simples nuances que a política
que está a ser seguida é a necessária para Portugal”
JN, 28 de Abril de 1984

“Fomos obrigados a fazer, sem contemplações, o diagnóstico dos
nossos males colectivos e a indicar a terapêutica possível”
RTP, 1 de Junho de 1984

"A terapêutica de choque não é diferente, aliás, da que estão a
aplicar outros países da Europa bem mais ricos do que nós”
RTP, 1 de Junho de 1984

“Portugal habituara-se a viver, demasiado tempo, acima dos seus
meios e recursos”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“O importante é saber se invertemos ou não a corrida para o
abismo em que nos instalámos irresponsavelmente”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“[O desemprego e os salário em atraso], isso é uma questão das
empresas e não do Estado. Isso é uma questão que faz parte do livre
jogo das empresas e dos trabalhadores (…). O Estado só deve
garantir o subsídio de desemprego”
JN, 28 de Abril de 1984

“O que sucede é que uma empresa quando entra em falência…
deve pura e simplesmente falir. (…) Só uma concepção estatal e
colectivista da sociedade é que atribui ao Estado essa
responsabilidade."
JN, 28 de Abril de 1984

“Anunciámos medidas de rigor e dissemos em que consistia a
política de austeridade, dura mas necessária, para readquirirmos o
controlo da situação financeira, reduzirmos os défices e nos pormos
ao abrigo de humilhantes dependências exteriores, sem que o pais
caminharia, necessariamente para a bancarrota e o desastre”.
RTP, 1 de Junho de 1984

“Pedi que com imaginação e capacidade criadora o Ministério das
Finanças criasse um novo tipo de receitas, daí surgiram estes novos
impostos”.
1ª Página, 6 de Dezembro de 1983

“Posso garantir que não irá faltar aos portugueses nem trabalho
nem salários”.
DN, 19 de Fevereiro de 1984

“A CGTP concentra-se em reivindicações políticas com
menosprezo dos interesses dos trabalhadores que pretende
representar”
RTP, 1 de Junho de 1984

“A imprensa portuguesa ainda não se habituou suficientemente à
democracia e é completamente irresponsável. Ela dá uma imagem
completamente falsa.”
Der Spiegel, 21 de Abril de 1984

“Basta circular pelo País e atentar nas inscrições nas paredes. Uma
verdadeira agressão quotidiana que é intolerável que não seja
punida na lei. Sê-lo-á”.
RTP, 31 de Maio de 1984

“A Associação 25 de Abril é qualquer coisa que não devia ser
permitida a militares em serviço”
La Republica, 28 de Abril de 1984

“As finanças públicas são como uma manta que, puxada para a
cabeça deixa os pés de fora e, puxada para os pés deixa a cabeça
descoberta”.
Correio da Manhã, 29 de Outubro de 1984

“Não foi, de facto, com alegria no coração que aceitei ser primeiro- ministro.
Não é agradável para a imagem de um politico sê-lo nas
condições actuais”
JN, 28 de Abril de 1984

“Temos pronta a Lei das Rendas, já depois de submetida a discussão
pública, devidamente corrigida”.
RTP, 1 de Junho de 1984

e esta para terminar em grande:
“Dentro de seis meses o país vai considerar-me um herói”.
6 de Junho de 1984

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Começaram as vindimas na Infante D. Henrique!


domingo, 25 de agosto de 2013


sábado, 24 de agosto de 2013

PINK FLOYD - DELICATE SOUND OF THUNDER LIVE

Ummagumma Full Studio Album LIVE

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Reflexões em torno de reflexões... lá vem bomba! Ou nem por isso!

     Falemos então de solidariedade. Ou da falta dela. Ou ainda, uma pergunta: aderir ou não a uma greve faz de uma pessoa mais ou menos solidária?
      Escrevi um dia que a Escola André de Resende não é (ainda) a minha escola. E não é. MESMO. Fui para lá porque quis, porque concorri, porque tive a sorte de lá ficar, e quando vi o resultado do concurso, gritei aos berros, tipo adolescente, ao que a Francisca de CFQ me disse, «vais para a escola das tias!». Mas não fazia mal! De todo.
       Mas aprendi logo no primeiro ano que a alguns tudo era permitido e a outros tudo era negado, até descompusturas vi dar ao portão da escola a colegas, à frente de alunos e pais. Havia quem pudesse faltar, literalmente, sem que tivesse de apresentar qualquer justificação, e outros que, doentes a precisar de usar um «102» por um dia, tivessem de apresentar atestado médico! Vi gente a navegar por portos pouco seguros em plena sala de professores, gente que acumulava cargos para não dar aulas, beneficiando de reduções umas atrás das outras, gente que dava assistência informática e por essa muito nobre função se via livre de aulas, gente que se escondia na casa de banho, quando não na sala da direção para fugir, já no tempo da Lulu, às aulas de substituição... podia continuar! Já em 88, no tempo do Hermínio, em Óbidos, estar na direção era muito bom, pois era uma horinha aqui e outra ali...
       E nessa altura, levei com uma camionete em cima, tirando a Manela Morais, presidente do CD na altura, não me lembro de ninguém que se tivesse preocupado comigo... 
         E mais tarde veio o cancro, também não me lembro de qualquer tipo de solidariedade, tirando a Margarida, a Isabel F. e a HP que me foram ver ao hospital e ainda a HP, a LB e a GQ, que vieram cá a casa uma vez, e a Natália, a Manela e mais tarde a Zoca, da Conde de Vilalva, depois ainda houve a Cléo, a Violante e a D. Rosalina, incansáveis, e as orações da HP e do Luís Maria, falta referir os três telefonemas, a TR e a B e ainda o mais extraordinário, no hospital, quando me perguntaram se era de casa da Helena Barreto... E essa mesma disse mais tarde que o sistema de avaliação da Lulu era muito bom, pois assim livrava-se dos incompetentes!
          Pois eles por aí continuam a grassar, vale-lhes a antiguidade, aqueles que avaliaram os colegas com base no que os outros (aqueles que quando não sabem inventam) lhes disseram, que continuam a fazer da nossa profissão um modo de ganhar a vida e não um mister, e ainda todos aqueles que, movidos pela inveja ou por promoção social, empatam a vida aos outros, como se diz por aí: «não fode nem sai de cima», desculpem-me os mais sensíveis, mas não encontro melhor expressão para definir aquela nata podre que mina a escola... Desengane-se quem acha que são os mais novos ou os contratados que dão vida às escolas. São aqueles que adoram o que fazem, independentemente da idade, são aqueles que, à custa de muitas «fezes», como se diz por aqui, acabam por desistir, porque não vale a pena, não vale. Os desmemoriados, ou de memória curta, reduzida, conforme lhe quiserem chamar, sabem muito bem do que estou a falar. Mais uma vez, vale-me o facto de ser pouco lida. 
           Penso muito nos trinta que ficaram de fora e que vão para a mobilidade, muitos deles bem mais competentes do que os que ficam. Já não são quarenta, mas ainda são muitos, multiplicados por esse país fora. Cada vez menos esta é a minha escola.
      

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Para a Tia NIni

Se alguma vez imaginei ter o Elísio nas mãos!


     Vai-te a eles!
  Terceira nota de rodapé (eliminadas que foram as duas primeiras para evitar constrangimentos e mal-entendidos):
Optei por eliminar deste post o meu texto. Não pretendo incomodar ninguém, muito menos o Elísio, a quem peço desculpa...
 Vai-te mesmo a eles! 
   
  Passadas as eleições, nada do que eu gostava que acontecesse... volto a pôr o post no devido lugar.  

 Nota de rodapé:
      Há uma carrada de anos, quando a literatura infanto-juvenil estrebuchava por falta de quem investisse na leitura e nos leitores, apareceu Alice Vieira, Rosa, minha irmã Rosa foi um sucesso, nada de pasmar num universo moribundo, cheio de carências, onde brilhava Sophia e pouco mais...
           Penso que o sucesso sobe rapidamente à cabeça de quem o alcança, não é um pecado nem um crime, mas pode ser uma chatice (há uns anos, Marina Alberty teria dito, chatice não, aborrecimento...)! Adiante! Vieram outras obras, mais chatas umas que outras, mas tudo no mesmo registo. Se no princípio da minha carreira lia com algum entusiasmo Alice, nos anos 90 já não aguentava! E, sei lá como ou porquê, um dia, em Óbidos, alguém da direção vem chamar-me porque a Alice Vieira estava na nossa escola e não tinha público. Não fui tida nem achada! Mas, apesar de rebelde, sou também e ocasionalmente bem mandada. Lá fui para a biblioteca com uma carrada de putos que nunca tinham ouvido falar da dita Alice. A senhora ficou possessa, com carradas de razão, mas não fui eu que a convidei! Nem sei por que razão quem a convidou não estava, mas, por respeito, lá a recebi e ela recebeu-me com uma tal má-vontade. irritação, deselegância e desprezo que até hoje não sinto vontade nenhuma de a ler. 
         Mais tarde, numa Feira do Livro em Lisboa, a Inês resolveu que queria um livro da dita senhora. Ora nada me ocorreu senão dizer «estou farta da Alice Vieira!», claro que com o meu nível de pontaria, era dia de autógrafos, e lá estava ela mesmo ao meu lado, com o mesmo ar de ofendida que lhe conheci uns anos antes...
          Ainda bem que ela faz lista com o Elísio! Ainda bem que ela não sabe quem eu sou, muito menos que sou prima dele! :-)

 Segunda nota de rodapé:
    Tenho de pedir desculpa, coisa que não me custa... Mas as desculpas evitam-se e eu não as evitei. Nunca me passou pela cabeça que a Alice Vieira (que me merece o maior respeito) me lesse, mas leu! 
      Não vou entrar em «polémicas», as minhas memórias até hoje não me traíram...


Reflexões em torno de um manifesto...



O manifesto/ exposição que se está a elaborar é o pretexto para a reflexão que partilhamos com todos.
Ele é o segundo documento, na história recente do “ velho” agrupamento nº2 de Évora, que é redigido pelos professores, para dele ser dado conhecimento às forças políticas que regem o destino do nosso país.
O primeiro foi aprovado em plenário de professores e educadores, no fim da tarde do dia 20 de Novembro de 2008, no contexto da luta contra o modelo de avaliação docente estipulado pelo Decreto Regulamentar 2/ 2008.
Para os não despojados de memória curta, esta reunião foi considerada, num primeiro momento, ilegal, por não ter sido convocada por nenhuma das estruturas educativas previstas na legislação em vigor. Se se tivesse mantido este cenário, os promotores da iniciativa, tinham ponderado a hipótese da sua realização à entrada da Escola André de Resende…
A nossa história em comum começou a construir-se, verdadeiramente, a partir deste momento e, face às adversidades com que nos fomos confrontando, crescemos pessoal e profissionalmente, com e ao lado uns dos outros. Alguns dos intervenientes neste acontecimento, que consideramos histórico, já não partilham connosco as agruras da profissão, mas fazem parte da memória deste agrupamento. Outros, que se mantiveram à margem e até contra esta manifestação de força, partiram para outras “lutas” e, alguns, continuam a disparar em todas as direcções. Estes cresceram, essencialmente, sozinhos e/ou contra os outros…
Uma 2ª etapa do fortalecimento da coesão deste grupo de profissionais aconteceu muito recentemente: até os mais optimistas não acreditavam que fosse possível manter a greve às avaliações, mas todos conseguimos, mais uma vez, unirmo-nos em torno de um objectivo comum.
Hoje estamos outra vez juntos. Num contexto mais alargado (o novo agrupamento nº2 de Évora) mas igualmente determinados a fazer ouvir a nossa voz e mostrar que não queremos desistir da qualidade da escola pública e do trabalho educativo que, JUNTOS e TODOS, realizamos.
Ao longo dos anos, cada um de nós foi projectando a sua imagem e deixando a sua marca nos processos que caracterizam a actividade docente. Já não somos, hoje, aquilo que fomos antes de trabalharmos juntos, mas, muitos dos que subscrevem este manifesto mantêm-se fiéis aos princípios humanistas de solidariedade activa e de respeito pelos outros. Alguns foram inflectindo conforme os seus interesses pessoais…
É assim a vida…
Boas férias.
Lourdes Dordio e Mª de Belém Fonseca

MANIFESTO DOS DOCENTES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS Nº2 DE ÉVORA



Os docentes do Agrupamento de Escolas n.º2 de Évora abaixo identificados manifestam a sua posição relativamente à rede escolar para 2013/2014, na cidade de Évora, começando por declarar a sua estranheza e indignação perante o facto de as decisões tomadas em “Reunião da Rede Escolar de Évora para 2013/14” terem ignorado, por completo, quer a tradição e vocação das escolas que compõem o Agrupamento de Escolas n.º2 de Évora, quer a existência de recursos humanos e materiais nele existentes.
Assim, e perante a impotência dos órgãos de gestão do Agrupamento solicitam à senhora Delegada Regional de Educação do Alentejo e à senhora Delegada Regional da IGEC do Alentejo que diligenciem todos os esforços no sentido de inverter a hecatombe que se abateu sobre a população escolar do nosso Agrupamento, a que esta divisão acriterial de alunos pela cidade de Évora, traçada sem a mínima atenção aos contextos educativos em presença, deu início, atendendo às razões que a seguir expõem.
1-      Não se compreende a forma como foram tomadas decisões que contrariam clara e inequivocamente a legislação em vigor, da responsabilidade do atual Governo. De facto, as Grandes Opções do Plano do XIX Governo Constitucional, para a área da educação, são as seguintes: concretizar a universalização da frequência da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário; alargar as oportunidades de qualificação certificada para os jovens e os adultos; promover a melhoria da qualidade das aprendizagens dos alunos e valorizar a escola pública; reforçar as condições de funcionamento, os recursos e a autonomia das escolas; valorizar o trabalho e a profissão docente.

2-      Não se compreende como pôde uma “Reunião da Rede Escolar” ter desvalorizado o potencial humano e os recursos materiais e logísticos de que o Agrupamento de Escolas n.º2 de Évora dispõe, concorrendo consequentemente para a degradação do clima de escola e de trabalho fatores determinantes na melhoria do serviço educativo que as escolas prestam à comunidade.

3-      O Conselho Nacional da Educação defende a participação regular dos agentes escolares e educativos nas decisões relativas à rede escolar para, assim, garantir a qualidade educativa, consolidar a autonomia das escolas e responsabilizar todos os agentes envolvidos.

4-      Considera-se, desta forma, que os agentes envolvidos na “Reunião da Rede Escolar de Évora” para 2013/14 procederam abusivamente e a contrario da legislação, uma vez que produziram mudanças de fundo na dimensão, natureza e estrutura interna da escola/Agrupamento e lesando profundamente a matriz existencial de duas das escolas que compõem esta unidade orgânica: a Escola Secundária Gabriel Pereira e a Escola Básica André de Resende.

5-      As Reuniões da Rede Escolar devem constituir-se como elemento potenciador do equilíbrio na governança das escolas e instrumento decisivo para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem de todos os alunos da cidade, bem como no desenvolvimento de todas as escolas. As decisões tomadas nas reuniões acima referidas poderão afetar as famílias dos alunos e toda a comunidade escolar, uma vez que não foram tidas em atenção as vontades dos alunos e dos pais/encarregados de educação, desrespeitando completamente os princípios da liberdade de escolha que lhes assiste.

6-      Não se compreende a intenção de ostracizar de forma tão vincada e discriminatória quer os docentes, quer os alunos e famílias que o Agrupamento de Escolas n.º2 de Évora serve, o qual sempre apresentou resultados escolares muito satisfatórios do trabalho efetuado pelos agentes educativos. Este trabalho possibilitou à Escola Secundária Gabriel Pereira, no ranking de 2012, atingir a posição 114 num universo de 485 escolas secundárias. A Escola Básica de André de Resende atingiu, no mesmo ranking, a posição 418 num universo de 1303 escolas do básico, facto também notável.

7-      Não se compreende, pois, como pôde uma “Reunião da Rede Escolar” ter desvalorizado o potencial humano, os recursos materiais e logísticos de que o Agrupamento de Escolas n.º2 de Évora dispõe, ter ignorado os resultados académicos, formativos e educativos que as suas diversas escolas têm alcançado, ao longo das duas últimas décadas, e ter contrariado a vontade expressa e o direito de opção dos alunos e famílias, que de forma inequívoca têm manifestado a sua confiança na qualidade do serviço público de educação que ao longo dos anos reconheceram ao nosso Agrupamento. Esse labor intenso por parte de docentes e discentes foi crucial para os resultados acima referenciados. No actual momento e perante a tomada de decisões que conduziram à exclusão de um número muito elevado de docentes do quadro, afetos a este agrupamento, considera-se que não houve reconhecimento devido de todo o trabalho desenvolvido por todos estes profissionais. Estes profissionais no ano transato tinham horário completo, com número significativo de alunos e sempre desenvolveram as actividades que lhes foram confiadas com elevado sentido da responsabilidade e profissionalismo. Acrescente-se que esta situação é manifestamente injusta para um corpo docente que tanto tempo dedicou à escola pública, trata-se de um grupo de docentes que em média tem mais de 20 anos de serviço, e à comunidade educativa com a qual criou laços de profundo respeito e amizade. Acrescenta-se ainda que são estes os docentes, quer  da escola André de Resende quer  da escola Gabriel Pereira, corresponsáveis pelos objetivos patentes no ranking acima mencionado. Decididamente a maior quota de responsabilidade por esses resultados cabe aos alunos, mas nunca será possível retirar a quota parte de responsabilidade aos docentes que os prepararam.

8-      Considera-se que a definição da rede escolar e da oferta formativa deveria ter sido feita a partir da identificação das necessidades das famílias e dos interesses económicos da cidade e da região, sempre no respeito pela legislação em vigor.


Face ao exposto, os docentes do Agrupamento de Escolas n.º2 de Évora subscritores manifestam a sua concordância com as tomadas de posição do conselho geral do ex-agrupamento nº2, dos docentes da Escola Secundária Gabriel Pereira, dos docentes dos Departamentos de Ciências Sociais e Humanas, Matemática e Ciências Experimentais e de Línguas, e solicitam a revisão das decisões tomadas no que à Rede Escolar para Évora 2013/2014 diz respeito, tendo em consideração a urgência de uma rede escolar que tenha em conta os interesses dos alunos e a qualidade do ensino.

Os subscritores

E por este ano... é tudo!

          Enquanto esperamos pelas péssimas notícias sobre a situação dos nossos colegas... assim vamos nós!

Quando o telefone (não) toca!


     - Quando o telefone toca!
     - A frase é a seguinte: «Não tenho dinheiro!»
     - Muito bem! E a música que quer ouvir?
     - Dinheiro na minha conta!
     Desculpem a interrupção, (foram três semanas quase silenciosas, faltou mesmo o quase) o programa segue dentro de momentos (infelizmente...)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vergílio Ferreira

«Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir. Da minha língua vê-se o mar. Da minha língua ouve-se o seu rumor, como da de outros se ouvirá o da floresta ou o silêncio do deserto. Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação.»



Mother (-Yann Tiersen), estou quase a ir...

Pink Floyd - Dogs [Full Song] Para a minha Cuca e o meu Twix...