quinta-feira, 30 de maio de 2013

Histórias de família

                A propósito de uma fotografia do meu trisavô e do meu orgulho por alguns membros da nossa família, o meu querido primo Pedro, (Pedrinho, para a minha mãe que o adora, garantidamente como se fosse seu...) que conhece as mais incríveis histórias da nossa família, (ele, os irmãos e o Elísio, porque conviveram bem mais de perto com o lado Costa Santos, com o avô...), porque da família, certamente, muito se falava nas suas casas, ao contrário do que se passava em nossa casa, em que muito se calava,  mandou-me este texto:



«a) Este nosso antepassado foi uma pessoa notável na época tendo sido Cónego da Sé de Lisboa e pelo que tinha o título religioso de "Monsenhor".
       
Foi agraciado com 3 condecorações:

A mais importante, a Torre e Espada, foi concedida pelo Rei de Portugal em consequência da forma como, arriscando a sua vida, ajudou a socorrer as vítimas da chamada peste que assolou o País (podes ver exposto o respectivo colar à volta da fotografia).

b) A segunda condecoração foi concedida pelo governo francês e a terceira pelo governo italiano. Os factos que originaram estas as condecorações foram:

Por ter, num incêndio, arriscado a própria vida para salvar pessoas que se encontravam dentro de uma casa em chamas, e por ter salvo a nado uma senhora que caíra ao rio na travessia do Tejo.

Não tenho a certeza de qual dos eventos deu direito a qual das duas condecorações embora esteja inclinado para dar a correspondência que a ordenação sugere. Podes no entanto perguntar à tua Mãe para confirmares.
       
Finalmente ainda não há muito tempo numa das minhas visitas à Moita alguém me falou do nosso Trisavô João Liveri da Costa por ter sido um muito próximo das populações e por diversas vezes ter intercedido a favor dos seus conterrâneos. Como era uma pessoa muito influente na Corte do Rei, as pessoas da Moita recorriam aos seus bons ofícios para alcançarem as suas demandas (O Sr. Vitorino Lopes Coelho elaborou uma monografia sobre o Cónego João Liveri da Costa dando o relevo à sua acção em prol da Moita, mas nunca publicou esse estudo). 

A tua Mãe conta a história de uma pessoa dos arredores da Quinta ter tido a intenção de protestar junto do proprietário da quinta que era do nosso Avô Luiz porque um cão da quinta tinha cortado com os dentes a cauda de uma ovelha, mas quando soube que se tratava do Avô Luiz, declarou que não iria apresentar queixa nenhuma contra o neto do Cónego João Liveri da Costa.

Finalmente o apelido dos filhos no nosso Trisavô era Costa e não Santos. O apelido Santos vem do nosso Bisavô, Manuel dos Santos Carlos, que casou com a filha do nosso Trisavô que se chamava Maria Emília de Jesus Costa. Os seus três filhos mais novos foram baptizados com o apelido Costa Santos.»
Pedro G. Henriques

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mezinhas e Comezainas, a capa e a contracapa

6ºF

Se eu fosse...



          Se eu fosse, um tema difícil de abordar, poderia ser tanta coisa poderia ser um pássaro a cantar, uma borboleta a voar, um peixe a nadar, uma borracha a apagar, um lápis a escrever, um cão a correr.
            Se eu fosse veterinária, cuidaria dos animais com todo o meu amor e carinho.
            Se eu fosse astronauta, iria visitar todos os planetas e veria todas as criaturas.
            Se eu fosse uma flor, não gostaria de ser pisada, queria ficar numa jarra bem bonita a enfeitar uma mesa.
              Se eu fosse o vento, viajaria para todo o lado, faria brisas frescas no verão e ventanias no inverno.
             Se eu fosse uma casa, gostaria de ser bem tratada e estimada.
            Se eu fosse um inseto, andava de campo em campo, de flor em flor em busca de néctar para beber, era uma vida sem preocupações.
            Se eu fosse um gato, comia e dormia o dia inteiro.
             Se eu fosse o mundo, não gostava de ser poluído.
            Se eu fosse uma caneta, não gostava de ser deixada numa gaveta.
             Se eu fosse o sol, dava luz todos os dias a todos os países do mundo.
            Eu gostava de ser muitas coisas do mundo inteiro e vale a pena sonhar porque um dia talvez consiga. 
Beatriz Caeiro
6ºG 

 Eszter-Schalle

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Quem me dera…



              Quem me dera ser uma parede para ouvir as conversas todas, mas sendo parede não podia sair do mesmo sítio.
             Então queria ser um sapato para poder viajar por todo o lado, mas sendo sapato, passado algum tempo cheirava mal.
             Então queria ser uma árvore para poder estar sempre na natureza e ouvir os passarinhos a cantar, mas sendo árvore nos dias de inverno chovia em cima de mim e nos dias de verão ficava com calor ao sol.
            Então queria ser uma cama para poder ficar deitada o dia todo, mas sendo cama teria de pegar numa pessoa ao colo todas as noites e não poderia dormir.
             Então queria ser um livro para saber todas as histórias e contos, mas sendo livro podiam rasgar as minhas páginas.
             Então aí podia chegar à conclusão que não queria que me dessem nada para não ser eu mesma. E assim podia sair do mesmo sítio, podia não cheirar mal, podia sair do sol e da chuva, podia dormir sem ter de pegar numa pessoa ao colo e não me rasgariam. Não me deem nada para não ser eu mesma!

Vera Cristina Carrasco Sebastião
 6º F
Bett Illustrations

domingo, 26 de maio de 2013

O facebook perdeu a graça…



            Perdeu mais do que a graça, perdeu o interesse, a coisa da novidade, da surpresa…
         Os reencontros causaram mais danos do que as separações com décadas, os danos foram bem maiores dos que as alegrias dos reencontros.
         A cusquice, a intriga, as leituras cheias de análises/comentários desagradáveis voltaram, passados tantos anos, como se «os amigos» tivessem o direito de tudo dizer, porque são amigos ou foram, mesmo os que nunca o foram, como se ser-se amigo facebookiano lhes conferisse quaisquer direitos!
         Para quem todas e quaisquer relações sempre foram complicadas, como é comigo… sim, tenho mau feitio, espero demais dos outros, não tenho paciência para dramas, diz que disse, traições… pois, não sou perfeita, mas espero sempre que os outros sejam melhores do que me levaram a crer que eram, culpa minha… esta coisa de estar ali a jeito não é comigo.
         E depois há os que incomodam, mesmo! Aqueles cuja presença mesmo à distância incomodam tanto como se estivessem ao nosso lado. Conseguimos ver as manobras feias, ali debaixo do nosso nariz… e fedem, oh, como fedem!
         Sempre gostei de «falar», era uma matraca, mas sempre segui em frente quando achava que a coisa já tinha dado tudo o que tinha a dar. Se há amigos que se mantêm é mais graças a eles do que a mim… Eu sigo, e, muitas vezes, há quem fique para trás! Deixam saudades? Alguns! Faço alguma coisa para inverter a situação? Raramente! Sempre gostei muito de me recolher em casa. Há muito tempo que sou caseira.
         Mas convenhamos, hoje em dia, praticamente, não há ninguém incontactável! Talvez o Salvador da Optimus! Não é preciso dizer mais nada! Não precisamos de subterfúgios ou de desculpas esfarrapadas para justificar seja o que for.
         Para já, ficamos assim, facebook fechado. Depois, quando me passar mais esta «camoeca», logo se vê!

sábado, 25 de maio de 2013

Se eu fosse…



Se eu fosse o vento no verão, sob um sol escaldante, refrescava as pessoas e quando fazia chuva dançava com ela.
Se eu fosse um ouriço, encolhia-me aconchegado na minha casinha com picos quando estivesse assustado.
Se eu fosse a água, baloiçava entre as rochas do mar. Guardava inúmeros tesouros junto à areia, no fundo do mar.
Se eu fosse um professor, estava sempre com um grande sorriso, pois, se os alunos estivessem tristes e olhassem para mim, gostaria que ficassem com um grande sorriso.
Se eu fosse um doce, seria um caramelo pois é tão doce que ninguém quer que acabe.
Se eu fosse o mundo, cantava para o sol enquanto girava em torno dele, como se fosse a minha musa.
Se eu fosse uma caneta, traçava o meu caminho para não me perder neste deserto branco com linhas.
Se eu fosse um poeta, o meu mundo era formado por letras, sílabas, palavras, frases, textos e histórias.
Se eu fosse a lua, iluminava a noite como o sol ilumina o dia.
Se eu fosse, se eu fosse, poderia ser tanta coisa, sonharia com tudo o que fui, sou e serei no futuro.
Mafalda Mendes, 6º G

 Anne Wilson