quarta-feira, 27 de julho de 2011

Se pedissem... mas não! Tiram à descarada! Então, toma! Já não há mais!





Hum... parece que ficou lá um bichado!

Olívia, a fera!

Caligrafia, Manoel Carlos

Caligrafia
 
 Manoel Carlos
 Leio nos jornais que o ensino da “letra de mão”, ou cursiva, será opcional em Indiana, nos Estados Unidos, mas acredita-se que o processo logo se espalhará por todo o país. Argumentam os que são a favor da medida que a matéria está ultrapassada e que ninguém mais  precisa escrever no papel, com lápis ou caneta. Afinal, o computador está aí mesmo, ao alcance de qualquer bolsa. Além disso, o próprio governo fornece às escolas o equipamento necessário. Sendo assim, o   que interessa a uma criança (garantem eles) é aprender a escrever com letra de forma e a digitar com rapidez e precisão. É com ela que as  pessoas vão lidar no decorrer da vida. Obviamente, há quem conteste a medida. O próprio presidente Barack Obama, que muitas vezes se comunica por escrito, em letras cursivas, já demonstrou sua desaprovação.
 No Brasil, a caligrafia não  foi extinta oficialmente, mas perdeu a força e não é — salvo engano — matéria de reprovação. Cadernos especiais já não existem, e as crianças não são mais alfabetizadas em  cursiva. O ensino não morreu, certo, existindo apenas uma nova metodologia.
 Apesar de a medida continuar em discussão, com seus prós e contras, a  notícia me trouxe de volta, embrulhada às minhas lembranças, a figura do meu professor de caligrafia, padre Manuel Campelo agostiniano espanhol, que a todos encantava com sua habilidade na matéria, que consistia — antes de tudo — em interromper o que escrevia no  quadro-negro, com a mão direita, para continuar com a mão esquerda, sem que se percebesse alguma diferença entre uma escrita e outra. O que parecia um truque era tão somente, segundo ele mesmo, produto de muito treino, muita dedicação. Tentamos imitá-lo — eu e muitos
companheiros —, mas nada conseguimos. Ele ria, zombava de nós, e contava histórias do seu tempo de aluno, quando apanhava fortemente nos dedos para melhorar a letra. Nesse ambiente descontraído, as aulas de caligrafia do padre Campelo se transformavam em diversão, da qual participávamos com alegria. E, graças a isso, muitos acabaram dando à matéria a mesma importância que davam à história, geografia, matemática etc. E eu, aluno desinteressado que sempre fui, saí do internato sabendo quase nada de tudo, mas com a caligrafia bonita. Não penso se ganhei ou perdi. Afinal, nesse assunto, até hoje se discute  se a ignorância para atingir a felicidade é um caminho mais curto ou mais longo do que o conhecimento.
 Sou do tempo em que a pessoa que exercia o magistério, homem ou  mulher, estava entre os mais respeitados cidadãos. Não era  classificada como de classe A, B ou C. Ou de classe baixa, média, alta. Não. Professor era professor. E isso era valorizado por todos. E  o que ele dizia era ouvido com atenção. Magister dixit: o mestre disse. E ninguém discutia. Hoje, nem a língua em que a frase ficou conhecida — o latim — é ensinada ou transmitida. Língua morta, como está caracterizada. Morta, mas ainda assim língua da sabedoria. In  aeternum. Para sempre.
 Até a entrada no ginásio, o ensino era exercido, na maior parte das  vezes, por mulheres. Lembro-me, com carinho, de muitas delas:
 Margarida, Adélia, Cotinha, Leonor, Yolanda, Judite… E eu mesmo sou filho de professora, modéstia à parte. Durante toda a minha infância, juventude e nos primeiros tempos de trânsito na idade adulta, o
 magistério era uma referência, uma grife, uma recomendação. Uma vez — eu tinha uns 15 anos — desci do ônibus na esquina de casa e fiquei ajudando duas senhoras que desciam com dificuldade. Eram moradoras do nosso bairro e nos conhecíamos de vista. Depois de me agradecerem,  ainda ouvi os comentários que fizeram:
— Que menino educado — disse uma.
 E a outra:
 — Tinha de ser. A mãe é professora!
 Até hoje me orgulho da minha mãe. Um orgulho simples, sem ostentação, como ela mesma. Aos 70 anos, ainda alfabetizou, pacientemente, uma sacristã da Igreja Santo Antonio, portuguesa e quarentona. Sentavam-se as duas à mesa da sala de jantar, diante de uma cartilha, papel e lápis à mão. Em pouco mais de um ano, dona Guilhermina, como se  chamava, já sabia o necessário para ler o catecismo. E ainda aprendeu
 a escrever bonitinho, com letra redonda, feminina.
 — Agora você vai poder escrever para sua família, no Porto — disse
 minha mãe ao final da tarefa.
 E dona Guilhermina, sorrindo, grata e estourando de orgulho:
 — Parece um sonho!
 E beijou as mãos da professora.

Chopiniana Piano Recital Miguel Henriques

terça-feira, 26 de julho de 2011

Amigo é...

«Ser amigo é isso mesmo, não? Saber adivinhar quando a outra pessoa nos diz o contrário do que está a pensar no fundo de si mesma.» O Ladrão de Sombras, Marc Levy

We are NOT in the Moody`s | Moody`s, avalia isto!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cuca e Twix









sábado, 23 de julho de 2011

Twix

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Uma delícia de Marc Levy, O Ladrão de Sombras

«Marc Levy conta a história de um rapazinho com um dom invulgar: ele consegue “roubar” as sombras das pessoas com quem se cruza. Ao princípio, acontece-lhe involuntariamente e isso chega a assustá-lo. Sempre que se cruza com alguém – seja um amigo, um inimigo ou um desconhecido – a sombra da outra pessoa passa a segui-lo.
Por vezes contra a vontade do rapaz, as sombras contam-lhe os mais profundos desejos, temores e aspirações das pessoas a quem pertencem. E o rapaz vê-se em mãos com um dom que traz uma grande responsabilidade: ao saber estes segredos, terá de ajudar as pessoas – ajudá-las a recuperar “essa pequena luz que lhes iluminará a vida”.
Durante umas férias de Verão à beira-mar, apaixona-se por uma rapariga muda, chamada Cléa, com quem comunica através da sua sombra. E a sombra deste primeiro amor acompanhá-lo-á durante anos.
Mais tarde, o “ladrão de sombras” torna-se estudante de Medicina, e debate-se com a questão de usar ou não o dom que tem para ajudar a curar – tanto os pacientes como os amigos. Afinal, será ele capaz de adivinhar o que poderá fazer felizes aqueles que o rodeiam? E ele próprio, saberá onde o espera a felicidade?»

quinta-feira, 21 de julho de 2011

R.E.M. - Daysleeper (Official Video)

Ah, ah!

David Gilmour Crosby & Nash - On An Island

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Retrato - Cecilia Meireles

Nuno Crato: o problema da escola começa em casa

"O que precisamos é de perceber que a autoridade dos pais deve ser exercida não criticando os professores por serem exigentes, mas ajudando os professores a serem exigentes. É raríssimo um pai entrar numa escola por o aluno ter boas notas. Em contrapartida, aparecem muito frequentemente pais a queixar-se das fracas notas dos filhos, sem estarem preocupados com saber se eles de facto sabem ou não sabem o correspondente às notas".

O acordo ortográfico por Nuno Pacheco

«Omens sem H
Espantam-se? Não se espantem. Lá chegaremos. No Brasil, pelo menos, jáse escreve "umidade". Para facilitar? Não parece. A Bahia, felizmente, mantém orgulhosa o seu H (sem o qual seria uma baía qualquer), Itamar  Assumpção ainda não perdeu o P e até Adriana Calcanhotto duplicou o T do nome porque fica bonito e porque sim.
Isto de tirar e pôr letras não é bem como fazer lego, embora pareça.
Há uma poética na grafia que pode estragar-se com demasiadas lavagens a seco. Por exemplo: no Brasil há dois diários que ostentam no título esta antiguidade: Jornal do Commercio. Com duplo M, como o genial Drummond. Datam ambos dos anos 1820 e não actualizaram o nome até hoje. Comércio vem do latim commercium e na primeira vaga simplificadora perdeu, como se sabe, um M. Nivelando por baixo, temendo talvez que o povo ignaro não conseguisse nunca escrever como a minoria culta, a língua portuguesa foi perdendo parte das suas raízes latinas. Outras línguas, obviamente atrasadas, viraram a cara à modernização. É por isso que, hoje em dia, idiomas tão medievais quanto o inglês ou o francês consagram pharmacy e pharmacie (do grego
pharmakeia e do latim pharmacïa) em lugar de farmácia; ou commerce em vez de comércio. O português tem andado, assim, satisfeito, a "limpar" acentos e consoantes espúrias. Até à lavagem de 1990, a mais recente, que permite até ao mais analfabeto dos analfabetos escrever sem nenhum medo de errar. Até porque, felicidade suprema, pode errar que ninguém nota. "É positivo para as crianças", diz o iluminado Bechara, uma das inteligências que empunha, feliz, o facho do Acordo Ortográfico.
É verdade, as crianças, como ninguém se lembrou delas? O que passarão as pobres crianças inglesas, francesas, holandesas, alemãs, italianas, espanholas, em países onde há tantas consoantes duplas, tremas e hífens? A escrever summer, bibliographie,tappezzería, damnificar, mitteleuropäischen? Já viram o que é ter de escrever Abschnitt für sonnenschirme nas praias em vez de "zona de chapéus de sol"? Por isso é que nesses países com línguas tão complicadas (já para não falar naChina, no Japão ou nas Arábias, valha-nos Deus) as crianças sofrem tanto para escrever nas línguas maternas. Portugal, lavador-mor de grafias antigas, dá agora primazia à fonética, pois, disse-o um dia outra das inteligências pró-Acordo, "a oralidade precede a escrita".
Se é assim, tirem o H a homem ou a humanidade que não faz falta
nenhuma. E escrevam Oliúde quando falarem de cinema. A etimologia foi uma invenção de loucos, tornemo-nos compulsivamente fonéticos.
Mas há mais: sabem que acabou o café-da-manhã? Agora é café da manhã.
Pois é, as palavras compostas por justaposição (com hífens) são outro estorvo. Por isso os "acordistas" advogam cor de rosa (sem hífens) em vez de cor-de-rosa. Mas não pensaram, ó míseros, que há rosas de várias cores? Vermelhas? Amarelas? Brancas? Até cu-de-judas deixou, para eles, de ser lugar remoto para ser o cu do próprio Judas, com
caixa alta, assim mesmo. Só omens sem H podem ter inventado isto, é garantido.»

Jornalista

Dia do amigo? Hoje e todos os dias

Come Softly To Me-The Fleetwoods-1959

Em 2003/04, a Inês Garção via-me assim! Bjs para ela!

A Mãe das minhas amigas Zoca e Helena e o Museu da Música em Évora: para folhear

terça-feira, 19 de julho de 2011

The Beatles - In My Life

The Beatles - Here, There And Everywhere

Será que vem cá para casa?


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Sia, Lullaby



Send a wish upon a star
Do the work and you'll go far
Send a wish upon a star
Make a map and there you are

Send a hope upon a wave
A dying wish before the grave
Send a hope upon a wave
For all this souls you failed to save

And you stood tall
Now you will fall
Don't break the spell
Of a life spent trying to do well
And you stood tall
Now you will fall
Don't break the spell
Of a life spent trying to do well

Send a question in the wind
It's hard to know where to begin
So send the question in the wind
And give an answer to a friend

Place your past into a book
Put in everything you ever took
Place your past into a book
Burn the pages let them cook

And you stood tall
Now you will fall
Don't break the spell
Of a life spent trying to do well
And you stood tall
Now you will fall
Don't break the spell
Of a life spent trying to do well

Send a wish upon a star
Send a wish upon a star

A Praia Grande, a Várzea e o Armando

Quando chega a hora de regar, não há vez que não em lembre da Várzea, das férias em Agosto e do meu querido primo Armando.
Tínhamos sempre o mês de Agosto garantido, já o tempo... era conforme! Mas saíamos de casa de madrugada, a Mãe era implacável com os sonos, de manhã começava o dia, mesmo que o sol só se lembrasse de o fazer lá para o meio-dia. Alternativa: ficar na esplanada do hotel da Praia Grande embrulhada na toalha à espera que o sol aparecesse, muitas vezes era mesmo nessa altura que o regresso a casa estava marcado, aí era o Pai que era implacável mais a questão delicadíssima do trânsito, do lugar do carro, das manobras e do almoço! Meu Deus, a praia era sempre um monte de problemas!
Não fosse o Armando ser a descomplicação em pessoa, a nossa praia resumir-se-ia a um banho de nevoeiro, ou, em dias de sol, aos gritos histéricos da Mãe quando íamos ao banho, não fosse uma onda levar-nos... Mas ainda havia o "lá vou eu, há bolas e batatinhas!", umas belas kingadas e volei! Quando as marés apertavam, havia sempre a piscina do hotel! Isso sim, era um dia bem passado. 
Ao fim da tarde, depois dos banhos e antes do jantar, adorava ir até à Casa do Sol, na Rua dos Girassóis, ver o Armando regar aquele jardim, todo arranjadinho. Eu bem lhe pedia que me deixasse regar, às vezes até se comovia e deixava, mas mal me via levantar a mangueira tirava-ma logo da mão, não era assim que se fazia...
À noite íamos à Praia das Maçãs, ao Casino, nome pomposo para um café com um andar superior onde jogávamos matraquilhos e onde o Pai, o Armando e o Zé jogavam bilhar. Nós não estávamos autorizadas, não fôssemos nós rasgar o pano verde!
Passámos lá férias uma data de anos, o tempo suficiente para dois namorados do antigamente, com três anos de intervalo, aparecerem sem avisar, o que causou alguns embaraços... Um deles e o meu grande amigo Tóinas dormiram literalmente ao relento, no quintal da casa ao lado! Coitados! Numas cadeiras de praia, embrulhados em cobertores! 
Depois deixámos a Várzea e fomos para Janas... uma jana autêntica! Mas teve de ser.
Foram bons tempos, apesar dos constrangimentos do costume! 
Mal o Pai morreu deixámos Sintra, a Costa da Caparica é que estava a dar... nunca gostei, nem eu nem a Mãe! E, de repente, redescobriu-se a Ericeira das nossas infâncias! 
Mas a Praia Grande continua a ser a Praia Grande... 

Mandela Day SIMPLE MINDS

Irish Heartbeat, Van Morrison

domingo, 17 de julho de 2011

Oscar Wilde

Birds and bees...

Chopin Piano Sonata II Miguel Henriques

Finding Forrester, OST, Over the Rainbow/ What a Wonderful World

Carl Orff - Gassenhauer

sábado, 16 de julho de 2011

CUCA



Detesto gaiolas, mas este bicho está de quarenta e a melhorar... espero eu!


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Toma lá!

Bordallo Pinheiro lança reinterpretação do Zé Povinho, na versão ‘Toma Moody’s', que estará à venda a partir da próxima sexta-feira nas lojas Vista Alegre Atlantis e Bordalo Pinheiro.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Um lobo mau que se tornou culto!

Quando o Lobo esfomeado chega à quinta, fica espantado ao ver que os animais que lá vivem são muito educados e até um pouco presunçosos. "Vai ser mau para outro lado..." dizem-lhe os animais da quinta!
Só conseguirá ser bem aceite na quinta se aprender a ler. Contudo, ser aceite num círculo tão exclusivo não é tarefa fácil. Os animais da quinta impõem-lhe um desafio atrás do outro e o Lobo logo esquece a fome, enquanto circula entre a escola, a biblioteca e a livraria.
Pascal Biet cria quatro personagens encantadoras e um nostálgico cenário campestre, com vários pormenores que vão enriquecer a leitura da história.

Cheshire Cat Scene - Alice in Wonderland Movie (1951) - HD

Macaquinhos no sótão? Nada como uma bela limpeza!

Hoje é dia de vasculhar o sótão... centenas de cadernos, dezenas manuais que não chegaram a passar de mão em mão à conta de reformas curriculares, períodos de  adopção  de manuais que não contemplaram a diferença de idades dos meus filhos... E depois aquele monte de livros que fui criando ao longo das vidas deles e da minha.
Reencontrei a Alice perdida naquele monte, todas riscada pelas mãos da Inês, essa "gaiata", como se diz por aqui, assinou todos os livros existentes cá em casa e à mão de semear... 
A Alice não foi lida até ao fim! Comprada numa feira do livro, há tantos anos, a escolha acertada e a possível nesse ano (só tinha direito a um livro...) foi vítima de um acidente de viação, um desastre de carro, como lhe chamamos, o único que sofri com o meu pai ao volante, quando íamos visitar o Tio António à Damaia (quando a Damaia era uma terreola pacífica, periférica e muito pacata). Folheava o livro, fascinada com as imagens do Gato e do Coelho Branco, quando, de repente, depois de uma disputa de delicadezas, ora passe, não, passe o senhor, passe, por favor, não se souberam decidir e passaram os dois! Claro, bateram forte e feio, e na altura os carros eram super resistentes, nós lá dentro é que sofríamos os embates. Uma cabeçada valente no fecho da janela traseira, mais uma daquelas cretinices que os carros tinham, um fecho todo saído à espera que alguém lá fosse bater, esse alguém fui eu! Ainda fiquei com um cotovelo amassado, lembro-me de uma imensa nódoa negra... Passámos pelo hospital, a mãe e eu, fomos de ambulância! Tinha oito anos, uma experiência e tanto e lembro-me de a Madame Coutinho, no dia seguinte, fazer uma cara medonha e de desprezo pelo facto de termos sofrido um acidente, coisa de gente sem classe, imagino eu!
Por isso a Alice ficou ali, testemunha de uma coisa sem graça, marco de uma experiência desagradável e esperou, esperou, esperou...
Mas fiz as pazes com ela, de tal forma que no próximo ano lectivo vou arriscar! 
Meninos, já sabem... Vamos conhecer a Alice, o Chapeleiro, o Coelho Branco, o Gato Cheshire, a Rainha, o Rei, a Duquesa, o bebé que afinal é um porco, a Lagarta...

R.E.M. - I'll Take The Rain (Official Video)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quem bloga seus males afoga!

Não vale tudo... Não pode valer!

Vivemos tempos complicados, diz a minha mãe, com toda a legitimidade, vivemos uma inversão de valores! Não há castigos que cheguem para quem se porta mal, porque, nos dias que correm, já não sabemos quem é que se porta, de facto, mal!
Ora vejamos as novelas, não que eu as veja, mas quando se dão as apresentações dos episódios que estão para vir, lá estão as mesmas personagens, as horrorosas, as más, as que minam, cuscam, causam males terríveis... impunes, sem castigo, sem um arranhão! Fico espantada com a durabilidade da maldade! A promoção de quem não tem qualquer moral, de quem é mau por o ser, de quem vive para prejudicar os outros só pelo prazer de o fazer, eventualmente, para singrar a qualquer custo, nem que seja à custa dos outos.
O primeiro vilão do "meu tempo", depois do maneta de "O Fugitivo", foi o JR, daquela série medonha "Dallas"... uma coisa indescritível, mas essa criatura não tinha mais tempo de antena do que os chamados bons da fita! Várias vezes lhe causavam dissabores e lhe trocavam as voltas, mesmo assim, com tanta falta de carácter, acabei por deixar de ver aquela treta, era mau demais! 
Para haver heróis, bons, tem de haver maus e vilões. É uma premissa! Não há Holmes sem Moriarty! Tem de haver um mau à medida do herói! Mas, dantes, por muito extensa que fosse a obra, livro, filme, nada se comparava ao desmedido valor que se dá hoje às criaturas horrorosas que povoam o imaginário das nossas crianças.
A Rainha de Copas, que passava a vida a dizer "cortem-lhe a cabeça", nunca cortou a cabeça a ninguém...
Ah, não sabem quem é a Rainha de Copas? do Lewis Carroll? É natural... assim como não conhecem os outros clássicos da literatura infantil, nem os Grimm, nem o Perrault, ou o Andersen! Claro, a pequena sereia sobrevive, o lobo mau é aberto, safam-se a avozinha e a imbecil da desobediente da sua neta, enquanto o lobo é atirado para dentro de um poço cheio de calhaus para se afundar mais depressa! Invertem-se os papéis para não traumatizar as criancinhas, que já não sabem quem é o Pedro Papuço Papão que papa o Papim! Mas os papões andam por aí! Oh se andam! E prejudicam-nos no trabalho, na escola, no nosso dia-a-dia! E a sensação com que se fica é que  pode não se ter carácter, pode ser-se literalmente "bufo", pode ser-se mentiroso e deliberadamente prejudicar alguém, inventar tramóias inconcebíveis, inimagináveis, daquelas que só mesmo poderiam existir nas "novelas", a minha filha que o diga!
Mas há esperança, tem de haver! 
A qualidade tem de voltar às nossas vidas, à escola... As leituras têm de passar pelos valores intemporais da bondade, da valentia, da honradez e da prevalência do bem sobre o mal. Sim, porque há o bem e o mal, apesar de as nossas crianças nem sempre o saberem distinguir!
  Não há como discutir o que está certo, o que está mal e o que não se pode, em circunstância alguma, fazer! Isso não se discute!

É tempo de acabar com a palhaçada... Precisamos de heróis!

I wish I could... anónimo


Be understanding to your enemies.
Be loyal to your friends.
Be strong enough to face the world each day.
Be weak enough to know you cannot do everything alone.
Be generous to those who need your help.

Be frugal with what you need yourself.
Be wise enough to know that you do not know everything.
Be foolish enough to believe in miracles.
Be willing to share your joys.
Be willing to share the sorrows of others.

Be a leader when you see a path others have missed.
Be a follower when you are shrouded by the mists of uncertainty.
Be the first to congratulate an opponent who succeeds.
Be the last to criticize a colleague who fails.
Be sure where your next step will fall, so that you will not tumble.

Be sure of your final destination, in case you are going the wrong way.
Be loving to those who love you.
Be loving to those who do not love you, and they may change.
Above all, be yourself.

terça-feira, 12 de julho de 2011

J. S. Bach Concerto Italiano Miguel Henriques

The Secret Of The Unicorn Full Movie Trailer.flv

segunda-feira, 11 de julho de 2011

WE TRUST "Time (Better Not Stop)"

Schubert Piano Sonata in B b D 960 Miguel Henriques pno

Escola

Pois, decidi que era entre hoje e amanhã que ia fazer a minha auto-avaliação. Uma decisão muito importante, tendo em conta os dias que correm, em que a democracia foi às urtigas, os lobbies estão instalados e os cargos estão distribuídos por questões de conveniência: quem menos objecções levanta, quem menos ondas faz, quem menos pensa... tem cargo garantido! E é assim a vida, trabalha-se que nem uma mula, dá-se o que se tem e no final ganha-se um dedo espetado e uns papéis preenchidos por alguém que até nem vai com a nossa cara, de isenção nada tem, mas que no final decide como foi a nossa prestação, tantas vezes mais rica e enriquecedora do que a dos que assinam os ditos papéis...
Por mim preencheria da seguinte forma todos os espacinhos "Cumpri com brio profissional todas as tarefas que me foram incumbidas", mas parece que não dá para pôr assim! Ainda nos pedem umas merdas de umas evidências, que não podem ser links, dá trabalho a quem lê... Parte do meu trabalho fora da sala de aula, grande parte foi a manutenção de três blogues, mas não se pode pôr um linkezinho... chatice!
Pois... é assim! Como diria o outro: é a vida!
Lembram-se da música: «arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa, com certeza, que eu dava conta do recado e para ti era um sossego...» pois (terceira vez, é a chamada "repetição") estou nessa...

Por Miguel Henriques. Vale a pena ler.

A SIC, as agências de rating, e o espectáculo da degradação da vida cívica neste mundo ocidental

por Miguel Henriques a Sexta-feira, 8 de Julho de 2011 às 20:25
É pena que o comentador de política económica da SIC Gomes Ferreira, e muitos outros como ele, não tenham denunciado esta tramóia quando ela já era escandalosamente evidente desde há uns anos a esta parte. Aliás a operação deste sistema das agências de rating e das empresas de seguro das dívidas, ou dos investimentos, é em tudo semelhante ao trabalho nefasto que os pitorescos analistas já fazem há décadas projectando os futuros da economia, das taxas, dos crescimentos e recessões económicas, dos preços do petróleo, do ouro e da platina. Os yuppies americanos andam há décadas a experimentar autênticas novas drogas, procedimentos e mecanismos de financiamento da economia que a tornaram completamente irreal.
Disfarçados de bruxos desataram a inventar autênticas indústrias de especulação baseada em futurologia. Isto não seria problemático se não escondesse claramente objectivos de manipulação desse mesmo futuro criando artificialmente os cenários económicos mais adequados às suas estratégias de roubalheira.
E aqui os políticos fizeram a pior figura possível de sonsos à espera de poderem também molhar o pão na sopa da corrupção, das luvas, e das comissões. Agora chegarem ao ponto de os contratar, legalmente, e lhes andarem a pagar estes anos todos a respectiva mensalidade… francamente julgo que a esmagadora maioria dos cidadãos não fazia ideia. Pensava que já nada me surpreenderia mas esta ludibriosa criatividade ultrapassa qualquer imaginação, mesmo a mais retorcida.
Isto no tempo dos Corleone chamava-se crime de extorsão, máfia. Mais recentemente as bolsas de valores criminalizaram todo aquele que usasse informação financeira privilegiada de presente e estimativa de futuro que favorecesse a manipulação antecipada das cotações para fins especulativos. Então e agora… ?? Já não é à porrada ao merceeiro da esquina, já não é em secreto conluio com alguns agentes do poder. Agora é à descarada: submetem os media, os governos, as câmaras, a economia dos países, de um continente. E os jornalistas acríticos fazem o serviço lamentável de lhes dar credibilidade e idoneidade. E ainda lhes amplificam a voz. Será só para protegerem o seu emprego precário ou não será que alguns ainda têm a esperança de também poderem molhar o seu?
 A república, a democracia encontra-se totalmente corrompida. Hoje não passa de uma fachada em que se reiteram valores que já datam do século XVIII, entretendo o povo com os palhaços de serviço em cerimoniais ridículos de pseudo-representação desse mesmo povo, mimetizando em sinais decadentes tiques das antigas sociedades oligárquicas.
E o que esperar da comunidade de pensadores (com letra grande)? De que é que estão à espera para criticar, para fazerem igualmente ouvir a sua voz. Não se estará a fazer tarde para a revisão das utopias e buscar alguma consistência em novos valores e novos modelos de sociedade de forma a barrar e quebrar todo e qualquer ímpeto ideológico obscurantista, que nunca no passado recente dispôs de momento mais propício?

sábado, 9 de julho de 2011

UB40 Please Don't Make Me Cry 1983

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Éric Satie Gymnopédie I Miguel Henriques

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Moody's Junk Mail - Fuck you!

Adele - Rolling In The Deep

sábado, 2 de julho de 2011

Ben Harper - Waiting On An Angel Live