quinta-feira, 30 de junho de 2011

Coldplay - Life In Technicolor ii

quarta-feira, 29 de junho de 2011

2011/2012, calendário escolar

terça-feira, 28 de junho de 2011

Desafio...

A Educação é uma área que determina, de forma indelével, o nosso futuro colectivo. Só se obtêm resultados com determinação e rigor, com a cooperação dos pais, professores e alunos e com a criação de um ambiente de civilidade, trabalho, disciplina e exigência. Assim, as soluções preconizadas visam, face à realidade das escolas portuguesas, qualificar os nossos alunos e desenvolver a sua formação cívica. O Governo assume a Educação como serviço público universal e estabelece como sua missão a substituição da facilidade pelo esforço, do laxismo pelo trabalho, do dirigismo pedagógico pelo rigor científico, da indisciplina pela disciplina, do centralismo pela autonomia. A necessidade de melhorar a qualidade do que se ensina e do que se aprende, com vista à concretização de metas definidas, assenta na definição de uma estratégia que permita a criação de consensos alargados em torno das grandes opções de política educativa. Para o conseguir, é fundamental estabelecer um clima de estabilidade e de confiança nas escolas.
Lê o resto aqui.
It doesn't hurt me.
You wanna feel how it feels?
You wanna know, know that it doesn't hurt me?
You wanna hear about the deal I'm making?
You be running up that hill
You and me be running up that hill

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could, oh...

You don't wanna hurt me,
But see how deep the bullet lies.
Unaware that I'm tearing you asunder.
There's a thunder in our hearts, baby.
So much hate for the ones we love?
Tell me, we both matter, don't we?

You, be running up that hill
You and me, be running up that hill
You and me won't be unhappy.

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building,
If I only could, oh...

C'mon, baby, c'mon, c'mon, darling,
Let me steal this moment from you now.
C'mon, angel, c'mon, c'mon, darling,
Let's exchange the experience, oh...'

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems
'If I only could, be running up that hill.'

Français técnique... ah, ah, ah! Vai e não voltes!

Je vus ecri en françois técnique pour demander de me trouver une place pour aprendre filosofie à Paris. J`ai decidé de vous contacter pou obtenir um petit avantage comme on fais en bons socialistes, meme si vus etes royale et moi republican (ah ah ah). 
Je vais etre um grande tromphe pour votre academie, car je m`apele Socrates et je serais une grande inspiration pour professeurs et eleves  même si je suis en plein moyen age et je n`ai toujours pas bu la cicute (ah ah ah).
Vous pourrez peut-etre demander au recteur de me arranger un curriculum moins chargé. Je ne necessite pas de aprendre Filosofie Antigue, a cause de mon nom. Je ne necessite aussi de aprendre Filosofie du Conheciment, car je connais tout le monde. Je ne necessite non plus de aprendre  Cience politique, car jai eté premier ministre du Portugal et jai toute  la cience politique quil faut. Et je ne necessite aussi de savoir Etique car personne connait mieux la Etique que ce que la fuit tous les jours.  Et comme la Logique est une batate (ah ah ah), je ne necessite de l`etudier aussi. Donc je crois pouvoir faire la licenciature en un an, ce que sera bien plus que le temps de me faire ingenieur.
 Comme vous aurez des elections en bréve je pourrais aussi vous aider,  car je sai tout de machines et propagande, et vous non. Je le ferais  bien plus entusiastement si vous me trouvez un apartement au XVI que je ne sais pas ce que c`est exactement, mais Maria me dit que ça irai bien  avec moi.

 Je vous abrace cordialement

José S.

Assunção Esteves é presidente ou "presidenta"? Luís Miguel Queirós

Assunção Esteves é presidente ou "presidenta"?
Luís Miguel Queirós
«No documentário José&Pilar, de Miguel Gonçalves Mendes há um momento em que Pilar deI Río se abespinha com um jornalista que a trata como "presidente" da Fundação José Saramago. Pilar explica que é  "presidenta", argumentando que se a palavra não se usava  no passado, isso se devia à circunstância de os presidentes serem todos homens. E quem seguiu em Portugal, pela televisão, a recente tomada de posse de Dilma Rousseff fartou-se de ouvir a palavra "presidenta" .
Na terça-feira, o novo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, aderiu à moda e referiu-se a Assunção Esteves, que acabava de ser eleita presidente da Assembleia da República, como "presidenta".
Afinal, "presidenta" - o Dicionário da Academia não regista a palavra, mas o da Porto Editora aceita-a como neologismo - é ou não português correcto? O professor António Emiliano, do departamento de Linguística da Universidade Nova de Lisboa, não tem a menor dúvida: '''Presidenta' não é português". Dado que "presidente" é um substantivo de terminação invariável, comum aos dois géneros, quando queremos precisar se o presidente em causa é um homem ou uma mulher devemos recorrer ao artigo (o/a), esclarece o linguista, ou a um outro qualquer determinante (aquele/aquela; esse/essa).
Emiliano acrescenta que a eventual adopção oficial da forma "presidenta" para designar a nova presidente'
do Parlamento "seria absolutamente lamentável", já que, observa, "as instituições do Estado devem dar exemplo de correcção e rigor". O linguista alerta ainda para o risco de se estar a "abrir a porta" a outros "barbarismos" afins, como "tenenta", "agenta", "comandanta" ou ... "ignoranta".
Mesmo sem entrar em terrenos demasiados técnicos, enquadrando "presidente", e outras palavras portuguesas de idêntica terminação, no desaparecido particípio presente que o português antigo herdou
do latim, qualquer falante de português intui que "presidente" é aquele ou aquela que preside.
Ou seja, como assinala António Emiliano, "a palavra remete mais directamente para a acção do que para as características do sujeito da acção".
O argumento invocado por Pilar deI Río parece sugerir que, por detrás da tentativa de vulgarizar o termo "presidenta", estará o propósito de garantir a igualdade de géneros também em matéria de língua. Mas pode
contrapor-se que impor um feminino a uma palavra que não distingue géneros é, pelo contrário, um gesto  sexista, que cria uma diferença onde ela não existia. Em termos estritamente gramaticais, tratar Assunção
Esteves como "presidenta" exactamente tão arbitrário como chamar "presidento" a Cavaco Silva.
Como ninguém diz "agenta" ou "agento", "adolescenta" ou "adolescento", "clienta" ou "cliento", "presidenta"
- e o mesmo sucederia com "presidento" - surge como uma excepção sem precedentes e que, por isso mesmo, nos soa mal. E não será descabido argumentar que este "soar mal" tem consequências semânticas,
emprestando à palavra um tom ligeiramente achincalhante.
É claro que, na linguagem falada, muitas autarcas já terão sido tratadas como "a nossa 'presidenta' da junta", e que ninguém se espantaria por ouvir um merceeiro dizer que a D. Fátima é a sua melhor 'clienta'.
Quando são reconhecidamente frequentes, estes usos populares devem ser registados, enquanto tal, nos dicionários. Não devem é ser acriticamente integrados na norma culta da língua, pela qual o Estado tem a obrigação constitucional de zelar.
Argumentar-se-á que se as televisões nos martelarem diariamente com a palavra "presidenta", e os jornais forem atrás, e já agora os professores, um dia os nossos netos nem saberão que houve um tempo em que não se chamava "presidentas" aos presidentes do sexo feminino. Talvez tenham razão. De resto, se recuarmos
o suficiente, encontraremos exemplos de palavras que eram comuns aos dois géneros e que, posteriormente, vieram a ter uma forma masculina e outra feminina. É o caso, lembra Antônio Emiliano, de "senhor" no português medieval. Mas o linguista (ou será o "linguisto"?) também recorda que só a partir da segunda
metade do século XVIII, com os primeiros esforços de dicionarização, se pode falar de uma norma-padrão
para o português. E uma das vantagens de possuirmos este instrumento é justamente a de podermos controlar a entrada de usos populares, corruptelas, neologismos e modismos no uso autorizado da língua. Prescindir desta fiscalização deixaria a escrita do português entregue ao livre-arbítrio de cada escrevente e "escreventa" . Algo que parecerá simpaticamente anárquico, mas que só poderia ser descrito, e por uma vez
com propriedade, como um retrocesso civilizacional. As línguas evoluem? Sem dúvida. O que não devem, diz
Antônio Emiliano, é "evoluir aos trambolhões" . Chamar "presidenta "  a Assunção Esteves é  o mesmo que
chamar ''presidento''a Cavaco Silva.»

Lost-Coldplay

Coldplay - Every Teardrop Is A Waterfall (Official)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mais uma vez, obrigada! A Nossa Grande Festa da Música e não só...nas notícias! Ora cliquem lá...

The Mamas & The Papas - Monday Monday

domingo, 26 de junho de 2011

Oh pá...

Com este calor...R.E.M. - Nightswimming

R.E.M. - She Just Wants To Be (Wiesbaden, Germany 2003)

Parabéns, querida filha! E um almocinho na Taberna Ideal!



Há vinte e cinco anos a coisa até nem correu muito bem, a coisa foi tão complicada que a minha querida filha ficou com a alcunha de "cu da agulha", pode imaginar-se o porquê! Mas passou, porque tudo passa, e o "cu da agulha" passou a ser "Laranjinha", "Vassourinha", "Nô-Nõ", "Nez", "Nezinha"... e por aí a fora!
Hoje a coisa correu muito bem, fomos almoçar a um sítio do melhor, "Taberna Ideal", ao lado do Museu da Marioneta, uma ementa deliciosa, a saber: uma sangria de espumante com frutos silvestres, uma salada de bacalhau, umas batatas gratinadas que acompanhavam uma costeleta, e um belo bacalhau assado com migas de feijão frade (da costeleta não falo porque não lhe toquei, mas a velocidade com que desapareceu da mesa diz tudo!) para acabar com uma fatia de bolo de cacau com natas e molho de frutos silvestres...hum, do melhor! Assim vale a pena, o João e a Sara foram os nossos "acompanhantes", coisa chique, mas descontraída, simpática e muito boa!
Mas se a manhã tinha começado com uma notícia triste, o meu canarinho branco não tinha resistido ao estrangulamento numa pata provocado pela estupidez das pessoas com a mania das anilhas... o facto é que ao regressar a casa, quando íamos limpar a gaiola e dar o devido descanso ao bicho, encontrámo-lo vivinho da silva! Afinal não o matei quando lhe retirei a anilha e lhe causei uma imensa perda de sangue e, imagino, uma dor enorme! Ainda bem!

E assim foi, estoirada mas feliz! 

John Mayer - Daughters

sábado, 25 de junho de 2011

Radiohead - Karma Police, this is what you get when you mess with us...

Stromae - Alors on danse (clip officiel)

The Cranberries - Ode To My Family

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Cat Stevens - Oh Very Young, boas férias, miudagem!




Oh very young
What will you leave us this time
There'll never be a better chance
To change your mind
And if you want this world
To see (a better day)
Will you carry
The words of love with you
Will you ride
The great white bird into heaven
And though you want to last.
Forever you know you never will
(You know you never will)
And the goodbye
Makes the journey harder still.

R.E.M. - Turn You Inside-Out (Official Video)

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Jem - They

CUCA

Kiwi!

Facebook III

Se alguém me procurar no Facebook, saiba que não me vai encontrar nos tempos mais próximos.
Uma funcionalidade fantástica de aproximação de pessoas fez com que eu sentisse a necessidade de me afastar... 
Claro que, por arrastamento, me afastei dos meus queridos alunos do 6ºA, em particular, da minha Susana, de alguns do 6ºC e do 5ºB e ainda de muitos antigos alunos e alunas, mas, meninos, esse afastamento, é só facebookiano e virtual!
Ficaram também algumas novas e velhas amizades suspensas, mas isso também pouco importa, porque as amizades, que o são de facto, não precisam de programas informáticos.
Vou regressar ao meu querido blogue, já não blogava como deve ser há uns tempos... e que se lixe! Se algum dia regressar ao Facebook, muito bem, se não... não faz mal! 
Deu-me algum gozo, mas também me causou grandes chatices, e não visto essa camisola! 
Aos meus queridos alunos desejo umas excelentes férias, vou sentir saudades de uns quantos, mas espero, sinceramente, que sejam felizes e que a vida vos sorria. 
À minha querida Susana desejo que a operação seja um sucesso, que melhore rapidamente e que me diga quando a poderei visitar, há sempre o meu mail disponível para essas e outras coisas!
Um beijinho grande a todos, foi um ano muito intenso, cheio de sucessos. Obrigada, queridos alunos e amigos.

Simon & Garfunkel - I Am a Rock, como me sinto...

Schubert Piano Sonata in Bb D960 III IV Miguel Henriques

The Hours - Philip Glass

U2 - Sometimes You Can't Make It On Your Own

Mais uma vez: esta não é a minha escola...

A Minha Escola

Os simples... e a falta de simplicidade na Festa da Música e não só...


Era uma vez uma ideia que cresceu, cresceu porque foi alimentada de esperança de podermos ver o nosso objectivo alcançado. Cada passo que demos foi regateado, discutido, medido, pensado... e as "coisas" foram ganhando forma e conteúdo. 
De repente, assim sem mais nem menos, aparecem aqueles, neste caso são aquelas, que começam a minar o projecto: "Não há condições!"... "Não há condições!" dito alto e em bom som para quem quisesse ouvir e seguir, e arranjaram mesmo os seguidores do "Não há condições!".
Mesmo assim, nós, os que estávamos decididos, não baixámos os braços e mostrámos que ainda não havia condições, mas iam ser criadas. Claro que o movimento "Não há condições!" se remeteu ao silêncio, mas um silêncio tão comprometedor que inviabilizou a passagem da mensagem: a "coisa" faz-se e vai para a frente. E foi!
Criámos em conjunto as condições, fizemos limpezas, arranjámos ajudas, angariámos dinheiro e fizemos um esboço de programa para uma festa que começou por ser restrita para ser alargada.
Pensámos em convidar a banda do Exército, soubemos na altura que ia ser desmantelada, o que nos causou uma imensa tristeza, um trabalho consolidado ia ser desperdiçado porque a "crise" chegou a todo o lado!
Acabámos por não convidar essa banda, no entanto, convidámos um pianista e uma mulher de luta, acordeonista e cantadeira para se juntarem aos nossos meninos, estrelas de uma festa dedicada à música e não só...
Mas, como há gente que vive do trabalho dos outros, esses vão-se chegando à frente: eu é que tive a ideia... eu é que dei o material, eu é que pago aos professores... eu, eu, eu! De repente, os convidados acham-se donos da festa, do espaço, do NOSSO programa. Eu...eu...eu...
E onde fica o nós? Onde fica a "organização"? Onde fica a equipa? Onde estão os nomes impronunciáveis de quem trabalhou todos os dias, dia e noite, Sábados, Domingos, feriados? Onde ficam os miúdos? E todos aqueles que financiaram este projecto comprando bilhetes e rifas...
Não nomear quem, por simplicidade, é mais uma injustiça a juntar a tantas outras...
Exigir que agradeçamos a quem nos devia agradecer é no mínimo insultuoso!
Disse que esta história tinha vilões, mentirosos e trapaceiros... pois tem, se calhar por simplicidade também não os nomeio, mas tem heróis: Célia Nobre, Mariana Fortunato, Inácia Cruz, Carlos Santos, Jorge Santos, Mª da Luz Ramalho, Zezinha Cardoso, Helena Quadrado, Ângela Barrigó, Ana Borges, Aurora Carapinha, Inês, Afonso e Domingos Barreto, e o meu querido marido, Domingos Barreto, sem ele nada disto teria sido possível.






E não, não permito comentários, não há qualquer comentário que se possa fazer... Só um mesmo: acho sempre que estando do lado da razão tenho os razoáveis comigo, um engano descomunal!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Quase em...


Yann Tiersen + Christian Quermalet - Les Jours Tristes (Live Aux Eurock ...

Obrigada, Sra. Directora Regional de Cultura do Alentejo, por ter acreditado em nós!

Eels - On my Feet - End Times

Dias tristes...

It's hard,
hard, not to sit on your hands,
bury your head in the sand,
hard, not to make other plans
and claim that you've done all you can,
all alone
and life
must go on.
It's hard,
hard, to stand up for what's right
and bring home the bacon each night,
hard, not to break down and cry,
when every ideal that you tried
has been wrong.
But you must
carry on.
It's hard,
but you know it's worth the fight,
cause you know you've got the truth on your side,
when the accusations fly.
Hold tight!
Don't be afraid of what they'll say.
Who cares what cowards think? Anyway,
They will understand one day,
one day.
It's hard,
hard, when you're here all alone
and everyone else's gone home.
Harder to know right from wrong
when all objectivity's gone
and it's gone.
But you still
carry on.
'cause you,
you are the only one left
and you've got to clean up this mess.
You know you'll end up like the rest
Bitter and twisted - unless
you stay strong
And you
carry on.
It's hard,
but you know it's worth the fight,
cause you know you've got the truth on your side,
when the accusations fly.
Hold tight!
Don't be afraid of what they'll say.
Who cares what cowards think? Anyway,
They will understand one day,
one day.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Um dia sensacional que deixou um rasto de amargura... que pena!


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Rooted from Rooted on Vimeo.

sábado, 18 de junho de 2011

Depois de tanto trabalho... Obrigada, meus queridos alunos, por dois anos magníficos e uma noite memorável! Grande Festa da Música e não só...

HOUVE MÚSICA, POESIA, DANÇA, NINHOS, CANTO, ORQUESTRA, CANTARES, RISADAS, CONVERSAS, SILÊNCIOS, EMOÇÕES, SORRISOS, CHOROS, OLHARES, LEITURAS... E MUITO MAIS... :-)) Quando uma mulher sonha, a obra acontece. (Biblioteca Leituras e Olhares)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

«Esta é para a professora Helena»... Obrigada, meninos! Vou ter montes de saudades!


terça-feira, 14 de junho de 2011

Yann Tiersen - Les Jours Tristes, dedicada aos que lidam com cobardes!

domingo, 12 de junho de 2011

Vois Sur Ton Chemin

Feist - Lonely Lonely

Não, não é a história da Carochinha

Há muitos anos, noutra terra, noutra escola, noutro tempo, uma menina, como tantas outras, ia no transporte cedido pela autarquia à escola para ir para casa. 
Até aqui nada de extraordinário, extraordinário era o facto de esta criança sofrer de uma doença do foro neurológico e ser a última a ser "entregue" à família, pois a sua casa era a mais distante da escola. Nada disto seria extraordinário se o condutor da camioneta que fazia o transporte fosse uma pessoa decente, como qualquer outra a quem nós confiamos diariamente os nossos filhos. Mas não, este era um predador, um monstro... Aquele que apanhava a sua vítima indefesa, duplamente indefesa por ser frágil e diferente.
Soube-se o que se passava porque estas coisas não se podem manter em segredo durante muito tempo. Houve um dia em que ela não aguentou mais, contou, em segredo, à amiga que contou, em segredo à directora de turma, que me contou a mim, em segredo! Ora eu não sou de segredos! Muito menos deste calibre! Apanhei a minha boleia do costume para casa e corri os três andares até ao telefone "SOS Criança"... arfava de tão enervada e cansada. Mas estava à vontade, nem sabia o nome da miúda, tinha porém todos os dados para a denúncia, que não foi anónima, só pedi para não divulgarem o meu nome na escola, para evitar as cenas subsequentes e previsíveis! A falta de lealdade para com as direcções às vezes sai caro! Saí dessa escola nesse ano e não devo ter deixado muitas saudades, também não as levei comigo!
Cheguei à escola no dia seguinte, a direcção tinha sido confrontada com a situação (não temos nada com isso, foi fora da escola...) os pais já tinham sido chamados (não queremos que se saiba, a nossa filha é doente, o que vão dizer dela...), o condutor foi preso... Mas e a miúda, como ficou?
Numa época em que a maldade se sobrepõe aos valores com que fomos educados, basta ver a m... das novelas da 4, como são conhecidas, desta geração morangos, que só pensa no que não deve por não ter nada para fazer, o que fazemos nós enquanto educadores, pais e professores! Não podemos compactuar com este modo de estar na vida! Não podemos mesmo... 

Suzanne Vega - Luka e os maus tratos

A VERGONHA DOS MAUS TRATOS

Estamos todos aqui, amigos de sempre ou de agora, reais ou virtuais, cada um com o seu percurso de vida, com o seu projecto de vida, mais ou menos feliz, mais ou menos satisfeito, mais ou menos completo. Mas por detrás das fotografias que publicamos no nosso perfil, as músicas que partilhamos no nosso mural, bem como os estados de alma que vamos "despejando", há histórias de vida terríveis, dramas profundos de tristeza e solidão incomensuráveis...
Lido diariamente com meninos tristes, felizes, com fome, sem família, ou com famílias que não os merecem, meninos que passam frio, que têm medo, que choram nas aulas porque as famílias se separaram. Meninos que se foram tornando devagar, devagarinho, mas mesmo debaixo dos nossos olhos, naquilo que já não podemos evitar! Mas que esteve sempre ao nosso alcance prevenir.
Somos todos responsáveis pelo estado a que deixamos as nossas crianças chegar... As dificuldades financeiras não justificam tudo! Nunca poderão justificar a falta de amor e é essa falta de amor a responsável pelo desastre que é a vida de milhares de crianças.
Imaginar que isso pode passar-se ao nosso lado, imaginar que convivemos com pessoas que maltratam os seus, imaginar que isto se repete numa base diária em que nada, mas nada de nada, faz com que o sofrimento acabe é terrível!
Há instituições que, supostamente, cuidam dessas crianças! Mas digam lá, será que nós, amigos virtuais ou reais, quereríamos ver os NOSSOS meninos entregues a essas instituições, ver os NOSSOS meninos retirados à família! Sim, porque não são só os mais desfavorecidos que sofrem e que são vítimas dentro das famílias. E, imagine-se, FAMÍLIA, CASA, esses espaços sagrados onde nos devíamos sentir seguros, para onde deveríamos sempre querer voltar, são por vezes os lugares mais perigosos para se viver...
Não tenho muitos amigos, apesar de no meu perfil dizer que tenho... Não tenho a família perfeita, nem sei se tal existe!
Fui uma filha rebelde, a roçar a má educação muitas vezes, e senti-me, muitas vezes também, mal-amada!
Mas fiz o possível para não fazer distinções entre os meus filhos, respeitando a maneira de ser de cada um. Só eles sabem o que sentiram e sentem. Mas mal-amados nunca foram... Isso eu sei! Nunca quis perpetuar o que me magoou enquanto miúda! E tenho um lema de que não abdico: NÃO FAÇAS AOS OUTROS... toda a gente conhece!
Faço daqui um apelo... Está só nas nossas mãos evitar que os nossos meninos fiquem estragados para a vida toda. Tem de haver uma forma de parar com este sofrimento! TEM DE HAVER!

sábado, 11 de junho de 2011

Mozart Piano Concerto K466 II e III Miguel Henriques Wurtemberg Orch R. ...

Mozart Piano Concerto K466 I Miguel Henriques Wurtemberg Orch R. Gazarian, o meu primo Miguel!

Este sim, o cartaz final!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A não perder

Peter Gabriel & Kate Bush -Don't Give Up

E pretendo acabar o ano em beleza, São Pedro o permita

Mais um cartaz feito em família, desta vez a Inês!
Mas sobre esta festa... que me está a consumir... e de que maneira... mas que espero que seja de arrasar, vou pôr a boca no trombone! Vou mesmo! Porque nunca imaginei que tantos vermes saíssem debaixo da terra a propósito de uma festa de escola!
Por ser numa "cidade pequena" ou por as pessoas serem mesmo "pequenas"... Não sei, nem quero saber. Só sei que quero ver os miúdos a fazer aquilo que sabem fazer bem! Por isso é que sou professora, para ver os meus alunos felizes por alcançarem os seus objectivos, por superarem as suas dificuldades, por ultrapassarem os seus limites... Mal de nós se os usamos para nos promovermos, para nos vangloriarmos... Eu sirvo-me deles para me sentir feliz por fazer bem, quando o faço, e nem sempre consigo!
Por isso, quando a tormenta passar... conto uma história que mete vilões, trapaceiros, mentirosos, e meninos que tocam e cantam e que nos levam ao céu!

Este ano é assim... Eu li... Eu sei!

Um belíssimo cartaz feito pelo meu filho Domingos! :-)

António Barreto


Nada é novo. Nunca! Já lá estivemos, já o vivemos e já conhecemos. Uma crise financeira, a falência das contas públicas, a despesa pública e privada, ambas excessivas, o desequilíbrio da balança comercial, o descontrolo da actividade do Estado, o pedido de ajuda externa, a intervenção estrangeira, a crise política e a crispação estéril dos dirigentes partidários. Portugal já passou por isso tudo. E recuperou. O nosso país pode ultrapassar, mais uma vez, as dificuldades actuais. Não é seguro que o faça. Mas é possível.

Tudo é novo. Sempre! Uma crise internacional inédita, um mundo globalizado, uma moeda comum a várias nações, um assustador défice da produção nacional, um insuportável grau de endividamento e a mais elevada taxa de desemprego da história. São factos novos que, em simultâneo, tornam tudo mais difícil, mas também podem contribuir para novas soluções. Não é certo que o novo enquadramento internacional ajude a resolver as nossas insuficiências. Mas é possível.

Novo é também o facto de alguns políticos não terem dado o exemplo do sacrifício que impõem aos cidadãos. A indisponibilidade para falarem uns com os outros, para dialogar, para encontrar denominadores comuns e chegar a compromissos contrasta com a facilidade e o oportunismo com que pedem aos cidadãos esforços excepcionais e renúncias a que muitos se recusam. A crispação política é tal que se fica com a impressão de que há partidos intrusos, ideias subversivas e opiniões condenáveis. O nosso Estado democrático, tão pesado, mas ao mesmo tempo tão frágil, refém de interesses particulares, nomeadamente partidários, parece conviver mal com a liberdade. Ora, é bom recordar que, em geral, as democracias, não são derrotadas, destroem-se a si próprias!

Há momentos, na história de um país, em que se exige uma especial relação política e afectiva entre o povo e os seus dirigentes. Em que é indispensável uma particular sintonia entre os cidadãos e os seus governantes. Em que é fundamental que haja um entendimento de princípio entre trabalhadores e patrões. Sem esta comunidade de cooperação e sem esta consciência do interesse comum nada é possível, nem sequer a liberdade.

Vivemos um desses momentos. Tudo deve ser feito para que estas condições de sobrevivência, porque é disso que se trata, estejam ao nosso alcance. Sem encenação medíocre e vazia, os políticos têm de falar uns com os outros, como alguns já não o fazem há muito. Os políticos devem respeitar os empresários e os trabalhadores, o que muitos parecem ter esquecido há algum tempo. Os políticos devem exprimir-se com verdade, princípio moral fundador da liberdade, o que infelizmente tem sido pouco habitual. Os políticos devem dar provas de honestidade e de cordialidade, condições para uma sociedade decente.

Vivemos os resultados de uma grave crise internacional. Sem dúvida. O nosso povo sofre o que outros povos, quase todos, sofrem. Com a agravante de uma crise política e institucional europeia que fere mais os países mais frágeis, como o nosso. Sentimos também, indiscutivelmente, os efeitos de longos anos de vida despreocupada e ilusória. Pagamos a factura que a miragem da abundância nos legou. Amargamos as sequelas de erros antigos que tornaram a economia portuguesa pouco competitiva e escassamente inovadora. Mas também sofremos as consequências da imprevidência das autoridades. Eis por que o apuramento de responsabilidades é indispensável, a fim de evitar novos erros.

Ao longo dos últimos meses, vivemos acontecimentos extraordinários que deixaram na população marcas de ansiedade. Uma sucessão de factos e decisões criou uma vaga de perplexidade. Há poucos dias, o povo falou. Fez a sua parte. Aos políticos cabe agora fazer a sua. Compete-lhes interpretar, não aproveitar. Exige-se-lhes que interpretem não só a expressão eleitoral do nosso povo, mas também e sobretudo os seus sentimentos e as suas aspirações. Pede-se-lhes que sejam capazes, como não o foram até agora, de dialogar e discutir entre si e de informar a população com verdade. Compete-lhes estabelecer objectivos, firmar um pacto com a sociedade, estimular o reconhecimento dos cidadãos nos seus dirigentes e orientar as energias necessárias à recuperação económica e à saúde financeira. Espera-se deles que saibam traduzir em razões públicas e conhecidas os objectivos das suas políticas. Deseja-se que percebam que vivemos um desses raros momentos históricos de aflição e de ansiedade colectiva em que é preciso estabelecer uma relação especial entre cidadãos e governantes. Os Portugueses, idosos e jovens, homens e mulheres, ricos e pobres, merecem ser tratados como cidadãos livres. Não apenas como contribuintes inesgotáveis ou eleitores resignados.É muito difícil, ao mesmo tempo, sanear as contas públicas, investir na economia e salvaguardar o Estado de protecção social. É quase impossível. Mas é possível. É muito difícil, em momentos de penúria, acudir à prioridade nacional, a reorganização da Justiça, e fazer com que os Juízes julguem prontamente, com independência, mas em obediência ao povo soberano e no respeito pelos cidadãos. É difícil. Mas é possível.

O esforço que é hoje pedido aos Portugueses é talvez ímpar na nossa história, pelo menos no último século. Por isso são necessários meios excepcionais que permitam que os cidadãos, em liberdade, saibam para quê e para quem trabalham. Sem respeito pelos empresários e pelos trabalhadores, não há saída nem solução. E sem participação dos cidadãos, nomeadamente das gerações mais novas, o esforço da comunidade nacional será inútil.

É muito difícil atrair os jovens à participação cívica e à vida política. É quase impossível. Mas é possível. Se os mais velhos perceberem que de nada serve intoxicar a juventude com as cartilhas habituais, nem acreditar que a escola a mudará, nem ainda pensar que uma imaginária "reforma de mentalidades" se encarregará disso. Se os dirigentes nacionais perceberem que são eles que estão errados, não as jovens gerações, às quais faltam oportunidades e horizontes. Se entenderem que o seu sistema político é obsoleto, que o seu sistema eleitoral é absurdo e que os seus métodos de representação estão caducos.

Como disse um grande jurista, “cada geração tem o direito de rever a Constituição”. As jovens gerações têm esse direito. Não é verdade que tudo dependa da Constituição. Nem que a sua revisão seja solução para a maior parte das nossas dificuldades. Mas a adequação, à sociedade presente, desta Constituição anacrónica, barroca e excessivamente programática afigura-se indispensável. Se tantos a invocam, se tantos a ela se referem, se tantos dela se queixam, é porque realmente está desajustada e corre o risco de ser factor de afastamento e de divisão. Ou então é letra morta, triste consolação. Uma nova Constituição, ou uma Constituição renovada, implica um novo sistema eleitoral, com o qual se estabeleçam condições de confiança, de lealdade e de responsabilidade, hoje pouco frequentes na nossa vida política. Uma nova Constituição implica um reexame das relações entre os grandes órgãos de soberania, actualmente de muito confusa configuração. Uma Constituição renovada permitirá pôr termo à permanente ameaça de governos minoritários e de Parlamentos instáveis. Uma Constituição renovada será ainda, finalmente, o ponto de partida para uma profunda reforma da Justiça portuguesa, que é actualmente uma das fontes de perigos maiores para a democracia. A liberdade necessita de Justiça, tanto quanto de eleições.Pobre país moreno e emigrante, poderás sair desta crise se souberes exigir dos teus dirigentes que falem verdade ao povo, não escondam os factos e a realidade, cumpram a sua palavra e não se percam em demagogia!

País europeu e antiquíssimo, serás capaz de te organizar para o futuro se trabalhares e fizeres sacrifícios, mas só se exigires que os teus dirigentes políticos, sociais e económicos façam o mesmo, trabalhem para o bem comum, falem uns com os outros, se entendam sobre o essencial e não tenham sempre à cabeça das prioridades os seus grupos e os seus adeptos.

País perene e errante, que viveste na Europa e fora dela, mas que à Europa regressaste, tens de te preparar para viver com metas difíceis de alcançar, apesar de assinadas pelo Estado e por três partidos, mas tens de evitar que a isso te obrigue um governo de fora.

País do sol e do Sul, tens de aprender a trabalhar melhor e a pensar mais nos teus filhos.

País desigual e contraditório, tens diante de ti a mais difícil das tarefas, a de conciliar a eficiência com a equidade, sem o que perderás a tua humanidade. Tarefa difícil. Mas possível.