sexta-feira, 29 de abril de 2011

Make it Right for Girls

David Bowie - Let's Dance - Dia da dança

Dia da Mãe, 1 de Maio, 5º B

Nove meses morei em ti
Agora moras no meu coração
Daria a minha vida por ti
Cantando-te uma canção.

Mãe, és uma rainha
e o teu reino é uma flor
já foste princesinha
e agora és um amor.

Tu és a minha fonte
sem ti não conseguia viver
tu és a minha ponte
para eu sobreviver.

És uma estrela brilhante
no meu coração a voar
és como um diamante
que não para de cintilar.

No dia 1 de Maio
um dia especial
vou dar-te muito carinho
e algo original.

Mãe, és tão carinhosa
dás-me sempre tanto carinho
e como és muito amorosa
mereces sempre um beijinho.

Mãe, és tão simpática
dás-me tudo o que preciso
pareces uma mágica
quando pões o teu sorriso.

Tu és o meu tesouro
como tu não há igual
mais bonita do que o ouro
uma mãe original!

A mãe é muito amorosa
gosto de estar com ela
cheira bem como uma rosa
e todos os dias ela é bela.

Mãe, entrei na tua vida
contigo quero sempre estar
és a minha mãe querida
a que eu vou sempre amar.

És a melhor mãe do universo
és mesmo como um anjinho
por isso fiz este verso
com tanto amor e carinho.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bob Marley - Where Is Mother

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Em casa...

Os meus leitores... sonham!




terça-feira, 26 de abril de 2011

Ainda o Caldo, Filipe

Olá, eu sou o menino Nicolau e hoje vou vos contar por que é que chamamos Caldo ao nosso vigilante.
Nós chamamos-lhe Caldo porque ele quando era assim da nossa idade não gostava de comer o caldo da sopa, então a mãe dizia-lhe:
- Ai que nós temos o caldo entornado.
Nós achámos tanta piada á frase que daí em diante começámos a chamar-lhe Caldo.
Ele não sabe que nós lhe chamamos isso porque se soubesse era bem capaz de chamar cá os nossos papás e as nossas mamãs.
A melhor parte é que mesmo agora que já passou tanto tempo a mãe do Caldo continua avir cá á escola e pergunta:
- Então, filho já gostas do caldo da sopa?
O Caldo nunca responde e pega noutro assunto para falar, mas nós reparamos que ele fica logo todo vermelho quando a mãe lhe diz isso à nossa frente.
Nós gostamos de lhe chamar Caldo, é engraçado.
Vamos lá ver até quando é que ele não descobre porque quando isso acontecer nós é que dizemos:
- Temos o Caldo entornado.
          
           Autor – Filipe Zambujo

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Roger Waters - "We Shall Overcome"

25 de Abril

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados

Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem

E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
 
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen

“No Tempo Dividido e Mar Novo”, Edições Salamandra, 1985, p. 79

domingo, 24 de abril de 2011

Fernando Pessoa






A tendência moderna para a organização e coordenação, quanto possível perfeita, dos serviços de modo a torná-los mais simples e mais rápidos, deu em resultado a invenção, constantemente crescente, de sistemas, processos, móveis e aparelhos diversa e diferentemente conducentes a esse fim. Alguns desses processos, desses móveis e dessas máquinas são muito engenhosos; quase todos são úteis ou aproveitáveis. Mas o emprego deles, sejam quais forem, deve obedecer sempre a um critério superior. Um sistema não é uma cabeça; um móvel não é gente. Todos os processos e todos os aparelhos resultarão elementos inúteis de organização se as cabeças dos indivíduos que os empregam não estiverem organizadas também. E essas cabeças estarão organizadas se estiver organizada devidamente a mesma parte do corpo do chefe que os dirige. Assim como se podem escrever asneiras com uma máquina de escrever do último modelo, se podem fazer disparates com os sistemas e os aparelhos mais perfeitos para ajudar a não fazê-los. Sistemas, processos, móveis, máquinas, aparelhos são — como todas as coisas mecânicas e materiais — elementos puramente auxiliares. O verdadeiro processo é pensar; a máquina fundamental é a inteligência...
22-04-1928
Poesias Inéditas (1919-1930)

A minha tia Ivone no dia em que os portugueses ajudaram a Finlândia, notícia do DN

«O DN publicou a 21 de Abril de 1940 um "bem haja" da Finlândia aos portugueses. Enviada pelo representante em Lisboa desse país nórdico, a nota diplomática agradece a Portugal a ajuda, tanto em víveres como em agasalhos, durante a guerra russo-finlandesa do Inverno de 1940-1941. "Nunca poderá o povo finlandês esquecer a nobreza de tal atitude", podia ler-se no pequeno texto publicado no nosso jornal há mais de 70 anos.
A solidariedade com a Finlândia pode explicar-se pela aversão no Estado Novo a tudo o que fosse comunista, e era a União Soviética que estava a atacar o seu vizinho, e também pela simpatia natural do pequeno Portugal por outra pequena nação, sobretudo numa época em que as grandes potências mostravam toda a sua gula conquistadora. Mas o heroísmo dos finlandeses, que evitaram que Estaline os integrasse na União Soviética quando pouco antes se tinham libertado do império czarista, emocionou a sério muitos portugueses bem-intencionados.» in DN

A ideia partiu de uma aluna do Liceu Filipa de Lencastre, a minha tia Ivone, e espalhou-se por todas as escolas do país!

sábado, 23 de abril de 2011

Boa Páscoa!

pascoa feliz

Dia Mundial do Livro

Biblioteca verde

Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
São só 24 volumes encadernados
em percalina verde.
Meu filho, é livro demais para uma criança.
Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
Quando crescer eu compro. Agora não.
Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra.
Fica quieto, menino, eu vou comprar.
Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão recuso, já sabe:
quero devolução de meu dinheiro.
Está bem, Coronel, ordens são ordens.
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.
Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde. Sou
o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo.)
Ninguém mais aqui possui a coleção
das Obras Célebres. Tenho de ler tudo.
Antes de ler, que bom passar a mão
no som da percalina, esse cristal
de fluida transparência: verde, verde.
Amanhã começo a ler. Agora não.
Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas. Osíris, Medusa,
Apolo nu, Vênus nua… Nossa
Senhora, tem disso nos livros?
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa: Não dorme este menino.
O irmão reclama: Apaga a luz, cretino!
Esparmacete cai na cama, queima
a perna, o sono. Olha que eu tomo e rasgo
essa Biblioteca antes que pegue fogo
na casa. Vai dormir, menino, antes que eu perca
a paciência e te dê uma sova. Dorme,
filhinho meu, tão doido, tão fraquinho.
Mas leio, leio. Em filosofias
tropeço e caio, cavalgo de novo
meu verde livro, em cavalarias
me perco, medievo; em contos, poemas
me vejo viver. Como te devoro,
verde pastagem. Ou antes carruagem
de fugir de mim e me trazer de volta
à casa a qualquer hora num fechar de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente.
Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Earth Day - Dia da Terra

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bob Marley -Three Little Birds

terça-feira, 19 de abril de 2011

A LA CLAIRE FONTAINE

À la claire fontaine



À la claire fontaine
M’en allant promener
J’ai trouvé l’eau si belle
Que je m’y suis baigné

Il y a longtemps que je t’aime,
Jamais je ne t’oublierai.
  
Sous les feuilles d’un chêne,
Je me suis fait sécher.
Sur la plus haute branche,
Le rossignol chantait.

Il y a longtemps que je t’aime,
Jamais je ne t’oublierai.

Chante, rossignol, chante,
Toi qui as le cœur gai.
Tu as le cœur à rire…
Moi je l’ai à pleurer.

Il y a longtemps que je t’aime,
Jamais je ne t’oublierai.

J'ai perdu mon amie
Sans l'avoir mérité.
Pour un bouquet de roses
Que je lui refusais…

Il y a longtemps que je t’aime,
Jamais je ne t’oublierais

Je voudrais que la rose
Fût encore au rosier,
Et moi et ma maîtresse,
Dans les mêmes amitiés.

Il y a longtemps que je t’aime,
Jamais je ne t’oublierai

The Pogues - Tuesday Morning

segunda-feira, 18 de abril de 2011

The Beatles- Because

Because - The Beatles

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Parzialmente Nuvoloso - Disney Pixar

Joe Hisaishi Live - Summer ( from Kikujiro )

terça-feira, 12 de abril de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

It's a book

It's A Book - By Lane Smith

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Eu sinto a maresia em mim, Maria G.

Eu senti que o mar poderia fazer-me mal por isso afastei-me. O cheiro da maresia desperta uma sensação de descontracção e felicidade, mas o barulho que faz quando as ondas são grandes já não é tão agradável, é simplesmente barulhento e assustador.
    As gaivotas acompanham-me enquanto fujo e me aproximo das ondas do mar.
    Quando o mar recua, sinto que este é impotente e por isso enfrento-o para ele continuar com medo de mim, mas quando é ele a ameaçar-me, é melhor fugir para não ser apanhada. Quando ele está calmo, eu sinto que é seguro molhar os pés.
    O céu branco e sem nuvens ilumina toda a praia, quando eu consigo ver a praia toda, é como se conseguisse ver o mundo inteiro.
    Quando a água do mar aquece e eu lhe toco sabe bem.
    Ver as conchinhas, pedras e búzios, através da água no chão, faz-me sentir feliz por elas porque sei que estão em casa muito aconchegadas e seguras.
    Gosto de ver a espuma com que o mar fica quando bate nas rochas, é como quando eu bato com a perna numa rocha e fico com uma ferida, a minha mãe põe-me água oxigenada nela e também faz espuma. 
     Mas de certa forma tenho pena dele.
    As gotas que saltam para todo o lado quando o mar vem atrás  de mim são engraçadas, salpicam-me toda.
    Imaginar que a areia é leite-creme também é realmente giro pois consigo mesmo sentir o seu sabor, mas quando não estou a pensar em leite creme consigo sentir o calor que vem da areia a subir-me pelos pés acima.
    As gaivotas que voam no céu e sobrevoam o mar, têm como função dar o sentimento da alegria ao céu, dão-lhe movimento e furam as nuvens com as suas grandes asas brancas que fazem lembrar a paz.
   Mesmo assim com algumas coisas más eu adoro ir à praia.

A partir da obra Onda de Suzy Lee, Gatafunho

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A minha chegada a Portugal, Rafaela

No dia 17 de Dezembro, eu cheguei a Portugal, foi muito bom. Antes de eu cá chegar, na minha cabeça passavam mil perguntas, como seria Portugal, seria bonito, como seriam as ruas, as escolas, como seriam as pessoas, os lugares, as praias e tudo... 
Depois de eu chegar, tudo mudou, o meu jeito de pensar como era, o meu jeito de falar, muitas coisas eu não entendia bem, mas já me vou acostumando com essa fala dos portugueses.
A minha mãe estava à minha espera no aeroporto de Lisboa, quando a avistei, deixei a minha avó para trás e as minhas malas no chão e corri em direccção a ela. Há cinco anos que não via a minha mãe, foi um tremendo choro, mas não foi aquele choro de tristeza, foi de alegria.
Quando eu cá cheguei, a primeira coisa que eu fiz foi olhar a cidade, como era Lisboa, linda, diferente e interessante. Fui ver o Palácio de Belém, onde vive o Presidente de Portugal, era tudo muito bonito, mas estava tanto frio, "mais do que a conta"! Quando saí do Brasil estava muito calor, antes de vir fui à praia e depois cheguei aqui com um frio de tremer... O frio aqui é o dobro do frio que faz no Brasil.
Estava alegre, mas ao mesmo tempo que estava alegre estava triste, porque deixei lá várias pessoas que amo, lá no Brasil.
A primeira coisa que eu fiz quando cheguei a casa foi ver televisão com a minha mãe e o seu namorado e com a minha avó, e quando chegou a noite eu fui dormir no quarto da minha mãe, pedi-lhe se eu podia dormir com ela, pois há cinco anos que eu não a via  e ela disse-me «sim, sim, filha, pode dormir comigo».
Às vezes eu paro e penso «que vontade de ser bebé de novo para dormir ao lado da minha mãe, pois não existe coisa melhor do que ter um carinho de mãe, um aconchego».
Mas eu gosto de cá estar, as pessoas são bem-educadas, as coisas não são muito diferentes, mas ainda assim são um pouco diferentes, é um país diferente, não é como o meu país... Évora é uma cidade aonde vêm pessoas de todo o lado do país em excursões, mas é uma cidade muito parada, não há muitas festas, não tem um lugar próprio para passear, só tem a Praça do Geraldo aonde eu vou todos os domingos com a minha avó.
As igrejas são bem lindas, todos os domingos eu vou assistir à missa com a minha avó, já fui à igreja de São Francisco e à de Santo Antão.
Sim, gosto muito "daqui", é um lugar muito fácil de nos adaptarmos, até já me acostumei com a conversa dos portugueses, para mim era chato, agora já não, mas ainda só gosto um pouco de Portugal...
Tenho vontade de voltar para o Brasil, mas também tenho vontade de ficar, não sei, estou dividida entre esses dois países, pois se eu me for embora vai ficar cá um pedaço de mim, como quando eu vim para cá, ficou uma parte de mim no Brasil.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cat Stevens - Moonshadow (Teaser And The Firecat Cartoon)

sábado, 2 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro Infantil, a minha escolha deliciosa

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Jonny Lang - Lie To Me

Dia das mentiras, hoje e todos os dias... infelizmente!



O Dia das Mentiras terá tido origem na França do séc.XVI.
Até ao século XVI, o Ano Novo era celebrado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera, estendendo-se as festividades até ao dia 1 de Abril. Em 1564, depois da adopção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo passaria a ser comemorado no dia 1 de Janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de Abril, tendo sido alvo de brincadeiras que passavam pelo envio de presentes estranhos e convites para festas que não existiam.