sábado, 31 de dezembro de 2011

Palcos




Há uns bons anos, estava eu em casa quando o telefone tocou. Era um «agente teatral» da Barraca, o melhor teatro à época a seguir à Cornucópia, a convidar-me para integrar a equipa.
Estranhei, mas pouco… Devia ter estranhado mais… Mas, apesar de não gostar de teatro, adoro representar, adoro a capacidade de me transformar naquilo que não sou, que não sou capaz de ser, de encarnar vidas… e a conversa deixou-me num entusiasmo difícil de controlar! Já não me lembro no que é que resultou a dita conversa, mas lembro-me bem do tom sério e «idóneo» do caramelo que me telefonou. Dois minutos depois veio o telefonema que me esclareceu, «nem acredito, fazes lá ideia, diz lá, imagina…» e do outro lado galhofa até dizer chega! Mesmo burra!
Caí que nem uma patinha! Mas não se pense que fiquei chateada por terem gozado literalmente com a minha cara! Não foi isso, foi mesmo a desilusão de não ser verdade…
Acabei por me tornar professora, outra forma de ser atriz, encarnar o que não sou, não há melhor «entertainer» do que um professor! Um palco partilhado, um público garantido, às vezes sucesso, outras insucesso! E que façam o que eu digo, não o que faço ou o que fiz, porque nem sempre o exemplo é a melhor lição!

Charlie Brown



Ainda aí estás?

É que não queria terminar este ano sem te desejar um Ano 2012!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Receita de Ano Novo



Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

The Old Year



The Old Year's gone away
To nothingness and night:
We cannot find him all the day
Nor hear him in the night:
He left no footstep, mark or place
In either shade or sun:
The last year he'd a neighbour's face,
In this he's known by none.

All nothing everywhere:
Mists we on mornings see
Have more of substance when they're here
And more of form than he.
He was a friend by every fire,
In every cot and hall--
A guest to every heart's desire,
And now he's nought at all.

Old papers thrown away,
Old garments cast aside,
The talk of yesterday,
Are things identified;
But time once torn away
No voices can recall:
The eve of New Year's Day
Left the Old Year lost to all.
John Clare

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Bruce Springsteen - Knocking on heavens door

The Verve - Bitter Sweet Symphony

ONE in Action

Facebook III

Já lá vão dois anos, dois anos disto! Liga, desliga, uma relação amor-ódio! 
Reencontrei montes de gente, fiz-me amiga de gente que nunca vi, de pessoas de quem não gosto assim tanto, de gente que não quero ver nunca mais, de gente que não vejo há séculos, ou de quem nunca fui amiga, de alunos, antigos alunos, de pais de alunos, sei lá... Não sei se é gente a mais, mas deve ser, porque já me desamiguei de amigos que o foram há muito tempo e, por alguma razão, o deixaram de ser já naquela altura, mais todos aqueles cujas subscrições cancelei de tão «chatos» são com as suas publicações que nada me dizem (devem tê-lo feito também a mim...) e ainda todos os que estão ocultos por variadíssimas razões, fora os que já bloqueei, tinha de o fazer por uma questão de paz de espírito e saúde mental!(não foram assim tantos, só dois...) Há ainda os «parentes» (palavra feia) que na vida real pouca parte fazem da minha vida e na virtual, então, nem se fala! Felizmente há honrosas excepções, a Maria é sempre um amor!
Mas todos os dias estou «agarrada» à coisa, à espera de publicações diferentes, que me encantam e seduzem, à espera de nem sei bem o quê, se de um like, ou de um comentário dos amigos que adoro, dos filhos que nunca vêem o que publico, ou, simplesmente, para sentir uma presença num mural que é meu!
Há boas razões para me manter «ligada», há o blogue da biblioteca que vive muito das publicações no FB, há o projecto novo das «Vozes de lá e de cá» e a ligação à TMQ faz-se sobretudo no FB, há toda aquela gente que me apazigua a alma e, por vezes me mima e os mimos fazem falta!
Mas a minha vida é sempre a mesma, virtual ou real é assim que sou, amuo, fico danada, adoro, odeio, choro e rio, morro de saudades, fico deslumbrada e nada há a fazer, porque é mesmo assim. O meu mural é o meu espelho e às vezes não me apetece olhar para o espelho e é nessas alturas que vai de desligar a coisa! Da última vez até resisti, não senti assim tanta falta da coisa, mas houve quem desse pela minha falta, fiquei comovida, a Anna perguntou por mim, bastou-me isso para me sentir apreciada... E foi bom, por isso voltei.
No entanto, é bom perceber que é sempre provisório... As minhas zangas são sobretudo comigo própria, daí que, por vezes, a única saída seja mesmo fechar a porta e resguardar-me... Sou lenta na compreensão, sempre fui... Faço deduções pouco lógicas, e quando penso que sim... pois, normalmente, é não! Desbocada, atrevida, emocional... o que for, é assim que sou! Claro que inconveniente também e provocadora, obviamente! 
Por isso, queixo-me de quê?


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Oasis - Whatever (Official Music Video)


Receita para um Ano Feliz:



Tome 12 meses completos.

Limpe-os cuidadosamente de toda a amargura, ódio e inveja.

Corte cada mês em 28, 30, ou 31 pedaços diferentes, mas não cozinhe todos ao mesmo tempo.

Prepare um dia de cada vez com os seguintes ingredientes:

- Uma parte de fé
- Uma parte de paciência
- Uma parte de coragem
- Uma parte de trabalho


Junte a cada dia uma parte de esperança, de felicidade e amabilidade.

Misture bem, com uma parte de oração, uma parte de meditação e uma parte de entrega.

Tempere com uma dose de bom espírito, uma pitada de alegria e um pouco de acção, e uma boa medida de humor.

Coloque tudo num recipiente de amor.

Cozinhe bem, ao fogo de uma alegria radiante.

Guarneça com um sorriso e sirva sem reserva.
Feliz 2012!!!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Ausência


Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes

van morrison // steal my heart away lyrics

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

The Shadows - Going Home (Full Version) theme from 'Local Hero'

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal 2011, portei-me bem de certeza!

A coisa correu bem! Natal em Lisboa, com a família. Preferia ficar em casa, mas a casa é onde está o nosso coração e o meu está onde estamos todos. Não faz mal não ser em Évora! Mas Évora também não é a minha terra... Lisboa é-o! Vamos embora, para  a frente é que é Lisboa!
Um regresso ao passado, um passeio com compras pela Av. de Roma, que saudades! Percorrer toda a avenida até à Praça de Londres e acabar na Guerra Junqueiro! Fui até à P. de Londres, já não foi mau... Arrumei os últimos presentes e não cheguei a ir à Frutalmeidas,um pecado. Depois a parte dolorosa, ir deixar a Cuca e o Twix à Várzea, para não causar constrangimentos na noite de Natal, pobres bichos! Mas teve a sua parte boa, um regresso a Sintra, à Várzea da minha infância, com a Serra ao fundo e o ar do mar por perto! Depois mais um momento alto, outro reencontro, na mesma «onda», Armando, Antonieta e Mário, os meus primos velhotes ao almoço, o retoque nas memórias! E para as fixar, para mais tarde recordar, uma ida até à Fnac no Chiado onde já não ia há décadas para resgatar um presente fabuloso: uma máquina fotográfica! Obrigada, Mário! Eles todos acharam que era o melhor a fazer com o cartão Fnac, felizmente, e eu também... 
Depois, jantar nos Olivais! Tranquilo, sem ondas, com algumas gargalhadas que terminaram em asma, parece que a culpa foi de uns cigarros que andaram a poluir (às escondidas...) o ambiente. Um regresso antecipado à Filipe da Mata, com direito a ir para a cama à meia-noite, enquanto o Domingos, a Inês e o Afonso iam ao Restelo. O mais pequeno, tal era a ressaca de ontem, adormeceu primeiro do que eu, ao meu lado! 
Hoje, voltei a Sintra para ir buscar os meus cachorros, e o passeio estendeu-se até à Praia Grande. Um dia lindo, um mar imenso e uma areia tão apetitosa que os canitos tiveram de descer para uma corrida. Foi tão bom! Por tudo isto tudo, só posso ter-me portado bem. Uns dias fantásticos, passeios pelas avenidas da memória, companhia adequada, sol e frio q.b. e uns presentes do melhor! Quem poderia querer mais?
BOM NATAL!

Ri-te, velha! Qual delas?

Dia de Natal na Praia Grande

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011










Little Drummer Boy



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Bob Dylan: Don't think twice, it's all right

Desejo

Desejo primeiro que você ame, e que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconsequentes,
sejam corajosos e fiéis, e que pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito  de suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
mas não insuscetível.
E que nos maus momentos, quando não restar mais nada,
essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
mas com os que erram muito e irremediavelmente,
e que fazendo bom uso dessa tolerância,
você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
não amadureça depressa demais,
e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer,
e que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
que o riso diário é bom,
o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,  com o máximo de urgência,
acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos, Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal
porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja,
e acompanhe o seu crescimento,
para que você saiba de quanta muitas-vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra, por ele e por você, mas que
se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem, tenha uma boa mulher, e que sendo
mulher, tenha um bom homem, e que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer, Não tenho mais nada a lhe desejar ".

Victor Hugo

«Poema de Natal», Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011


Natal, Quentin Blake




sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Eels - Fresh Feeling

I am Powerful

Nina Simone - You'll Never Walk Alone

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cat Stevens - Trouble

Ray Charles - A Fool For You

O bufo


O bufo
Vem ouvindo impunemente
Quando a malta imprudente
Lhe diz tudo o que ele quer ouvir…

Às tantas,
vai a correr e conta tudo, tudo
A quem lho pede, sobretudo,
sem decência ou pudor

Na sala de professores
Lá vai ele provocar para espicaçar
O pessoal mais distraído
A voz do bufo é sempre mesmo imaculada
Sempre à procura de uma bem mais descarada
Que sem papas na língua, ali e afinal
Lhe diga o que lhe vai na alma
Para ir então tudo contar….

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pensamento do dia

As hierarquias são como as prateleiras, quanto mais altas mais inúteis! 
Toma e embrulha...

sábado, 10 de dezembro de 2011

Universal Declaration of Human Rights animation

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Depeche Mode - Enjoy The Silence

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ben Harper - By My Side - Lyrics

terça-feira, 6 de dezembro de 2011


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Como se fosse ontem...

     Adorava ter uma memória selectiva! Mas não, tenho uma memória de elefante e lembro-me, lembro-me como se fosse ontem, sobretudo, das coisas que me entristeceram, magoaram, que me endureceram enquanto pessoa. É verdade! Podia ser ao contrário! Podia ter feito um «best of» das minhas recordações, das boas, claro! E apagar as más, que só têm contribuído para remexer e remoer um passado remoto, distante, mas sempre presente!
       O que sentimos é nosso, exclusivo, às vezes é partilhado, mas mesmo nessa partilha há uma parte que é só nossa!  Tem o nosso toque, o nosso cheiro, o nosso sabor! Nem vale a pena dizer que também... não é verdade! Há sempre dois lados para a mesma história.
Ficar-se espantado por me lembrar de tantas coisas que foram acontecendo ao longo da vida não dá direito a espanto, é uma bênção, nos dias que correm! Não reconhecer uma cara é diferente, e não me perdoo pela figura de malcriada que faço quando isso acontece! 
         Mas o que cada um vive, a forma como o faz, a intensidade que dedica, ou o grau de mágoa que lhe atribui faz com que cada memória tenha o seu valor. E aquilo que para uns não tem qualquer valor, para nós pode ser uma razão para o prolongamento de uma tristeza que mais parece infinita!
E a vida é assim! Como dia o outro: «É a vida!» 
       Fazemos do nosso dia-a-dia uma busca incansável da felicidade que se traduz em momentos cada vez mais efémeros, não esquecendo nunca a promessa de fazer quem vive connosco feliz!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bruce Springsteen - Streets Of Philadelphia

Dia Mundial de Luta conta a Sida


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Moldy Peaches - Anyone Else But You w/ Lyrics

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Beethoven Piano Sonata n. 5 in c-minor Op. 10 n. 1 Miguel Henriques pian...

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Ela foi raptada, ele salvou-a, casaram-se e...

















A primeira saída deste ano, Casa de Burgos, ERA UMA VEZ, marionetas em acção!









domingo, 27 de novembro de 2011

O meu mano, o Guilherme


Eu tenho um irmão chamado Guilherme, ele encanta-me como a minha mãe, o meu pai, a minha irmã, eu gosto muito deles.
           O meu irmão não é muito alto nem muito baixo, tem cabelos castanhos, olhos castanhos, é magro, gosta de futebol, de hóquei em patins. Quando eu soube que a minha mãe estava grávida dele eu disse que queria uma irmã, como a maior parte das raparigas costuma dizer, mas depois quando ele nasceu foi diferente: eu fiquei muito contente por saber que tinha um irmãozinho e era engraçado estar ali em frente a um bebé e ele estar a rir porque nos acha graça.
            Foram passando os anos e agora ele já tem seis anos, entrou agora para a primária. Eu, como irmã mais velha, conto-lhe histórias, brinco com ele, escrevo-lhe os jogos no computador mas às vezes também nos zangamos ou por isto ou por aquilo mas tudo passa num instante e já estamos a brincar juntos ou a fazermos uma corrida de bicicleta na wii. Eu gosto muito dele, é simpático, carinhoso, engraçado, divertido, brincalhão, estudioso (quando chega a casa vai logo fazer os trabalhos de casa). Eu gosto muito do meu irmão.
   
Maria Carolina Malato Santos